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‘O país é nosso e não propriedade de nenhum louco’, diz Simone sobre política

Crédito: Reprodução/Instagram

'O país é nosso e não propriedade de nenhum louco', diz Simone sobre política (Crédito: Reprodução/Instagram)

A cantora Simone, de 72 anos de idade, ao dar uma entrevista ao site New Mag falou sobre carreira, amigos famosos e fez uma reflexão sobre o atual cenário político e o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL).

“A ideia do disco me acompanhou há algum tempo e, por causa da pandemia, ganhou novo sentido. Devo isso também a essa figura generosíssima que é a Zélia Duncan (diretora artística do álbum), que fuça as coisas e descobre autores e canções extraordinários. Foi ela quem trouxe o Juliano Holanda (diretor musical e autor de duas faixas do disco), outro “fucento” que, por sua vez, foi quem trouxe a Joana (Terra, autora com PC Silva de “Por que você não vem?”). ZD e eu conversamos muito sobre o repertório e tivemos um encontro presencial, quando ouvi “Estilhaços” (Cátia de França) e “Haja terapia” (Juliano Holanda), que me levou às lágrimas. O Juliano mesmo eu só conheci pessoalmente três dias antes de entrarmos no estúdio. O Bom Baiano (Webster Santos) eu já conhecia”, começou Simone ao falar sobre o novo trabalho.


Sobre Ney Matogrosso, que dirigiu a artista nos shows ‘Sou eu’ e ‘Fica comigo esta noite’, ela respondeu se pensa em um disco ou em um show juntos: “Pede para ele te responder isso (risos). Eu quero, mas ele nunca tem tempo. Seu Pereira (como Simone se refere a Ney) é um sonho. Ele só me chama de Cigarra, então fala para ele assim: “a Cigarra pediu para te perguntar isso”.

Simone finalizou o bate-papo falando das questões políticas do país: “Acredito muito no Brasil. Para tanto, esse “demônio lunático” precisa sair de onde está. Precisamos resgatar a pátria que já foi nossa. Não podemos ter vergonha dela. As cores da bandeira são nossas, o país é nosso e não propriedade de nenhum louco. Eu quero o país sobre o qual ouvia falar quando era criança. Esse país precisa de políticos que olhem para as pessoas, para a pátria. Somos um país maravilhoso que está à deriva. A gente precisa de políticos que façam esse país merecer o nome de Brasil. Não sei se a minha geração vai conseguir ver isso. Certamente, as futuras”.