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O novo design da saúde

Iluminação natural, cores e espaços privativos são marcas da moderna arquitetura hospitalar. O objetivo é criar ambientes mais acolhedores para pacientes e familiares

Crédito:  Eduardo Guedes

MODERNO O lobby do Copastar (RJ) lembra o de um hotel 5 estrelas (Crédito: Eduardo Guedes)

A iluminação fria, corredores fechados e as paredes brancas dos hospitais estão sendo substituídas por luzes naturais, janelas que vão do teto ao chão e espaços privativos de cores suaves. Ambientes assim, como a ciência tem mostrado, proporcionam sensação de acolhimento e bem estar e têm impacto positivo na recuperação dos pacientes. É o novo design da saúde. “Trazemos aspectos da hotelaria para aplicar na arquitetura hospitalar”, afirma Fabianna Cavalcante, arquiteta especialista em estabelecimentos de saúde.

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LUZ As janelas permitem iluminação natural no quarto de UTI (Crédito: Eduardo Guedes)

Obras de arte

Inaugurado há um ano, o Copastar, em Copacabana, no Rio de Janeiro, por vezes se parece mesmo mais com um hotel moderno. Projetado pelo arquiteto Rodrigo Sambaquy, do escritório Raf, tem, por exemplo, cerca de 230 obras de arte espalhadas pelos corredores. “O desenho foi feito para se assemelhar a um hotel cinco estrelas para que os pacientes se sintam hospedados e não apenas tratados”, diz Jefferson Klock, diretor regional da Rede D’Or São Luiz. Nos quartos individuais da UTI, há janelas e os pacientes ficam com acompanhantes. Outras instituições, como os hospitais Samaritano, São Camilo e BP, de São Paulo, seguem a mesma linha.  Em todos esses locais, há cuidado também na escolha de materiais que tenham bom desempenho acústico e térmico e das cores – suaves, porém não totalmente neutras. Em ambientes de atendimento infantil, um dos focos é deixá-los mais divertidos, como os que começam a ser implantados no Sistema Unimed. “Eles são personalizados com desenhos”, conta Orlando Fittipaldi Júnior, diretor de gestão de saúde da Unimed do Brasil. No Hospital Alemão Oswaldo Cruz, na capital paulista, o design foi ainda para o lado de fora. O prédio é cercado por um bosque de 1,6 mil m2 usufruído por pacientes, funcionários e acompanhantes.

A tendência começa a ser adotada em laboratórios de exames e em clínicas particulares. O objetivo é atender as necessidades de seus públicos específicos. A arquiteta Fabianna Cavalcante, por exemplo, criou um projeto para uma clínica que costuma receber obesos. “O mobiliário de salas de atendimento será adaptado para proporcionar conforto a eles”, conta.

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