Ediçao Da Semana

Nº 2742 - 12/08/22 Leia mais

As duas principais novidades a respeito do conflito entre russos e ucranianos que decorrem nessa semana são: a destruição de um grande depósito de armas, no oeste da Ucrânia, todo o equipamento bélico foi fornecido pela OTAN e, ainda, a tomada da região de Lisitchansk pelos russos.

O significado desses triunfos são imensos, pois nesse exato momento o presidente Vladimir Putin tem em suas mãos as províncias de Lugansk e, quase por completo, a de Donietsk, ou seja, é questão de tempo para ter controle total de Donbass. Desde o dia 20 de fevereiro, início da batalha, o Kremlin havia definido que a conquista dessa região seria a prioridade da ação militar. Em Donbass, no leste da Ucrânia, há muitas comunidades de ascendência russa.

Agora, a Rússia estabelece domínio ainda mais significativo. Segundo informações do periódico britânico The Independent, as tropas russas têm vinte vezes a capacidade de artilharia que os ucranianos detêm. Mais: quarenta vezes a quantidade de munições e doze vezes o alcance quando ataca. Ao se falar, então, da superioridade em número de soldados é algo indiscutível.

Em outras palavras, a situação atual na Ucrânia demonstra que a vitória da Rússia não é uma hipótese. Recentemente Anna Maliar, vice-ministra da Defesa da Ucrânia, declarou que o armamento enviado pelos EUA e a Europa a Wolodymyr Zelensky, equivalente a apenas 10% do que seria o ideal. Não restam dúvidas que a Ucrânia tem de recorrer a ações diplomáticas como única forma de alcançar o cessar-fogo, condição desejada pelos civis das duas nações.