Cultura

O mistério dos ataques contra os museus de Berlim

O mistério dos ataques contra os museus de Berlim

Entrada do Pergamo Museum na "ilha dos museus", em Berlim em 21 de outubro de 2020. - AFP

Provocação ou vandalismo gratuito? Dezenas de obras de arte apareceram recentemente danificadas em plena luz do dia em vários museus famosos em Berlim, com um “modus operandi” que confunde pesquisadores e autoridades culturais.

Entre as 63 obras manchadas com “uma substância oleosa” estão esculturas e sarcófagos egípcios, bem como pinturas do século XIX. As peças de arte encontram-se em três edifícios da famosa “Ilha dos Museus”, o coração cultural de Berlim, informou a polícia em uma coletiva de imprensa.

Para Christina Haak, vice-diretora dos museus de Berlim, trata-se dos “danos mais significativos (cometidos) contra coleções de museus públicos”.

A polícia judiciária de Berlim abriu uma investigação por “pilhagem de obras de arte e objetos”, disse um porta-voz à AFP.

O semanário Die Zeit e a rádio Deutschlandfunk revelaram a história que foi mantida em segredo por três semanas “por motivos de investigação e por respeito aos colecionadores que emprestaram as obras”, segundo as autoridades.

– Enigma –

Esses atos de vandalismo ocorreram no dia 3 de outubro, durante o horário de funcionamento dos museus, entre 10h e 18h. Os ataques ocorreram no Novo Museu, no Museu Pergamon e na Antiga Galeria Nacional.

Até agora, não foi possível especificar o momento exato em que as obras foram atacadas, disse Carsten Pfohl, chefe da Polícia Judiciária. As imagens das câmeras de vigilância não contribuíram com nada de notável. Cerca de 3.000 pessoas no total visitaram os três museus envolvidos naquele dia.

O motivo dos ataques é igualmente desconhecido, admitiu Pfohl.

O policial não comentou as matérias da imprensa que sugerem uma possível ligação com um dos principais adversários das medidas restritivas contra a pandemia covid-19, Átila Hildman, que atacou o Museu Pergamon em setembro, na famosa Ilha dos Museus, por abrigar “o trono de Satanás”.

A magnitude da degradação varia de acordo com os objetos, alguns quase não apresentam danos visíveis, explicou o diretor do Museu Egípcio Friederike Seyfried.

“Para nós, é um fato doloroso que não esperávamos”, lamentou, acrescentando que o trabalho de restauração será considerável, sem poder, no momento, especificar o seu custo.

A Ilha dos Museus de Berlim, situada entre os dois braços do Spree, o rio da capital, abriga cinco museus e obras tão importantes como o lendário busto de Nefertiti e o Altar de Pérgamo, monumento religioso da era helenística.

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