Edição nº2606 06/12 Ver edições anteriores

O ministro do pibinho

O Brasil deve fechar o ano com um crescimento do PIB de 0,8%. Um pibinho. No ano passado, durante o governo Temer, o PIB cresceu 1,1%. E isso no meio de uma confusão política na qual o governo não conseguiu aprovar a Reforma da Previdência. Ou seja, a política do ministro Paulo Guedes não surte efeitos positivos. O Chile vai crescer 2,5%. Olhando com lupa, os 13 milhões de desempregados continuam à procura de trabalho, a pobreza está aumentando e as coisas até pioraram em relação ao governo anterior. Em 10 meses, Guedes patinou: queria uma economia de R$ 1,2 trilhão com a Reforma da Previdência
e o Congresso lhe deu R$ 800 bilhões. Quis implantar a Capitalização e os parlamentares rechaçaram. Desejou emplacar a nova CPMF e o próprio Bolsonaro detonou a ideia.

Baque

Infortúnio maior houve com o leilão do pré-sal. O governo disse que realizaria o maior leilão do mundo, mas fracassou. Nenhuma das 17 grandes empresas do setor se interessaram. Depois, dos quatro blocos oferecidos, apenas dois foram vendidos, e, mesmo assim, para a própria Petrobras. “Vendemos de nós para nós mesmos”, disse Paulo Guedes.

Frustração

Ao final das contas, o leilão do pré-sal arrecadou apenas R$ 69,9 bi, ao invés dos R$ 106 bi alardeados. O pior é que, desse valor, R$ 34,6 bi ficarão com a Petrobras, como indenização. O restante será dividido, conforme o acordo da cessão onerosa,entre estados (R$ 10,8 bilhões) e municípios (R$ 5,3 bi). A União ficará com apenas R$ 23,7 bi.

Jornada nas estrelas

O governador João Doria já está de malas prontas para nova viagem internacional. Desta vez, ele passará uma semana em Los Angeles e São Francisco, na Califórnia, dos próximos dias 19 a 25. Dedicará o período a uma extensa agenda na área de entretenimentos, para atrair investimentos na área cultural de São Paulo. Visitará a Warner, Netflix, Walt Disney, Apple e Google, entre outras gigantes do setor.

Rápidas

* A indústria automobilística, carro-chefe do crescimento econômico, não vive bons momentos. As exportações do setor em outubro caíram 18,2% em relação a setembro. Foram vendidas ao exterior 30 mil unidades – a metade das 61,8 mil comercializadas no mesmo mês de 2017.

* Em 2017, a indústria exportou 766 mil veículos e, este ano, até outubro, foram vendidas ao exterior somente 367 mil unidades. A Argentina, nosso principal cliente, está mal das pernas e Bolsonaro dificulta a relação.

* Finalmente o projeto anticrime do ministro Sergio Moro está pronto para ser apreciado na Câmara, com apoio de Rodrigo Maia, que o colocará em discussão. Os dez deputados da bancada do Podemos disseram que votarão a favor.

* A reforma administrativa encaminhada pelo governo ao Congresso pode dar com os burros n’água. Paulo Guedes quer cortar os cargos comissionados e só a Câmara tem 1.673 comissionados. Ninguém quer perder a boquinha.

 


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