Edição nº2606 06/12 Ver edições anteriores

O ministro do pibinho

Crédito: Antonio Cruz/Agência Brasil

(Crédito: Antonio Cruz/Agência Brasil)

O Brasil deve fechar o ano com um crescimento do PIB de 0,8%. Um pibinho. No ano passado, durante o governo Temer, o PIB cresceu 1,1%. E isso no meio de uma confusão política na qual o governo não conseguiu aprovar a Reforma da Previdência. Ou seja, a política do ministro Paulo Guedes não surte efeitos positivos. O Chile vai crescer 2,5%. Olhando com lupa, os 13 milhões de desempregados continuam à procura de trabalho, a pobreza está aumentando e as coisas até pioraram em relação ao governo anterior. Em 10 meses, Guedes patinou: queria uma economia de R$ 1,2 trilhão com a Reforma da Previdência e o Congresso lhe deu R$ 800 bilhões. Quis implantar a Capitalização e os parlamentares rechaçaram. Desejou emplacar a nova CPMF e o próprio Bolsonaro detonou a ideia.

Baque

Infortúnio maior houve com o leilão do pré-sal. O governo disse que realizaria o maior leilão do mundo, mas fracassou. Nenhuma das 17 grandes empresas do setor se interessaram. Depois, dos quatro blocos oferecidos, apenas dois foram vendidos, e, mesmo assim, para a própria Petrobras. “Vendemos de nós para nós mesmos”, disse Paulo Guedes.

Frustração

Ao final das contas,o leilão do pré-sal arrecadou apenas R$ 69,9 bi, ao invés dos R$ 106 bi alardeados. O pior é que, desse valor,R$ 34,6 bi ficarão com a Petrobras, como indenização. O restante será dividido, conforme o acordo da cessão onerosa, entre estados (R$ 10,8 bilhões) e municípios (R$ 5,3 bi). A União ficará com apenas R$ 23,7 bi.

RÁPIDAS

* A indústria automobilística, carro-chefe do crescimento econômico, não vive bons momentos. As exportações do
setor em outubro caíram 18,2% em relação a setembro. Foram vendidas ao exterior 30 mil unidades – a metade das 61,8 mil comercializadas no mesmo mês de 2017.

* Em 2017, a indústria exportou 766 mil veículos e, este ano, até outubro, foram vendidas ao exterior somente 367
mil unidades. A Argentina, nosso principal cliente, está mal das pernas e Bolsonaro dificulta a relação.

* Finalmente o projeto anticrime do ministro Sergio Moro está pronto para ser apreciado na Câmara, com apoio de
Rodrigo Maia, que o colocará em discussão. Os dez deputados da bancada do Podemos disseram que votarão a favor.

* A reforma administrativa encaminhada pelo governo ao Congresso pode dar com os burros n’água. Paulo Guedes
quer cortar os cargos comissionados e só a Câmara tem 1.673 comissionados. Ninguém quer perder a boquinha.

Jornada nas estrelas

José Cruz/Agência Brasil

O governador João Doria já está de malas prontas para nova viagem internacional. Desta vez, ele passará uma semana em Los Angeles e São Francisco, na Califórnia, dos próximos dias 19 a 25. Dedicará o período a uma extensa agenda na área de entretenimentos, para atrair investimentos na área cultural de São Paulo. Visitará a Warner, Netflix, Walt Disney, Apple e Google, entre outras gigantes do setor.

Retrato falado

“Brasil é avião com freio de mão puxado” (Crédito:O Globo)

Carlos Langoni, ex-presidente do BC e diretor da FGV, diz que o Brasil poderia crescer mais, mas não cresce porque as reformas andam devagar. Segundo ele, o Brasil é um avião. Para decolar, o Congresso precisa acelerar o perfil reformista. Langoni acha que, com isso, o País pode crescer até 3% no ano que vem. O Brasil, para ele, necessita atrair ainda mais investimentos privados, adotar uma política fiscal “contracionista” e uma política monetária “expansionista”.

Congresso, a esperança

Depois que parte dos ministros do STF, companheiros do petismo, acabaram com a prisão em segunda instância, agora o anseio da sociedade por Justiça está nas mãos do Congresso. Só os parlamentares podem acabar com essa aberração de se procrastinar uma condenação, levando-a até o último recurso no STF. Medida que estimula a impunidade e enfraquece o combate à corrupção. Por isso, já estão nas CCJs (Comissão de Constituição e Justiça), da Câmara e do Senado, as propostas que restabelecem a prisão após condenação em segunda instância. A ideia de deputados e senadores é que eles consigam que a Justiça volte a trancafiar os bandidos antes dessa balela do trânsito em julgado.

Não será fácil

É bem verdade que a aprovação da segunda instância no Congresso não será tarefa fácil. No Senado, onde a CCJ já analisa o assunto, apenas 43 senadores estão dispostos a votar a favor hoje e são necessários 49. Na Câmara, são necessários 308 votos e atualmente se contabiliza só 110 votos favoráveis.

Toma lá dá cá

Coronel Tadeu, Deputado (PSL-SP) (Crédito:Divulgação)

Como o senhor está vendo a crise envolvendo o PSL?

Infelizmente é um fato notório que o PSL vive uma crise. Há dois grupos, mas nenhum deles deve ser taxado de traidor. Até porque, o presidente Bolsonaro tem 53 votos em todas as pautas na Câmara, uma base fiel.

O senhor acredita que Bolsonaro conseguirá afastar Bivar da direção do partido?

O deputado Luciano Bivar é o presidente legitimo do PSL. Não há como tirá-lo, a não ser pelas vias estatutárias. A judicialização não é o melhor caminho.

O que há por trás dessa disputa?

Essa disputa interna no PSL é por conta do ego e vaidades. Bastaria que os líderes, como Bolsonaro e Bivar,
contivessem alguns deputados que querem ser mais do que os outros.

Lula na PF custou R$ 6 milhões

Divulgação

Com Lula solto, é hora de fazer um balanço do que foram os 580 dias em que ele ficou preso na Superintendência da PF de Curitiba. Segundo relatório entregue à Justiça, a estadia do petista custou aos cofres públicos pelo menos R$ 6 milhões, com gastos de diárias de servidores, deslocamentos do ex-presidente e até no reforço da segurança do prédio.

Mordomias

Isso tudo sem contar as mordomias do petista na prisão. Durante o tempo em que ficou hóspede na PF, ocupou uma sala de 15m2, com duas mesas, cadeiras, cama confortável, TV, frigobar, esteira de ginástica, chuveiro com água quente, cinco refeições diárias (as mesmas dos delegados da PF). E Lula ainda disse que ficou encarcerado…

Carluxo fora do ar

Divulgação

Carlos Bolsonaro, o 02 do presidente, decidiu finalmente prestar um grande serviço à nação. Vai se calar. Interrompeu todas as suas contas nas redes sociais, como Twitter, Facebook e Instagram. O Brasil vai ficar livre de suas bobagens e seu pai poderá governar sem as encrencas armadas pelo filho.


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