Medicina & Bem-estar

O manual do sono

Médicos brasileiros criam as primeiras diretrizes para o uso dos suplementos de melatonina, o hormônio que induz ao sono. Bastante consumidos, ninguém sabia até agora como utilizá-los direito

Crédito: ©IstockPhoto

Segundo a Associação Brasileira do Sono, 73 milhões de pessoas dormem mal ou menos do que deveriam. A insônia tornou-se uma doença crônica para muita gente, provocando queda na qualidade de vida, dificuldades no trabalho e nos estudos porque ninguém produz direito depois de várias noites mal-dormidas. Entre as opções mais procuradas no mundo para dormir melhor está a melatonina. O suplemento virou uma bóia de salvação porque realmente é eficaz, mas o problema é que até agora ninguém, nem os médicos em geral, sabiam como administrá-lo corretamente. Dois cientistas brasileiros acabam de dar as respostas.

Em um artigo publicado na revista científica Endocrine Reviews — de grande prestígio na área da endocrinologia —, José Cipolla Neto e Fernanda do Amaral, professores da Universidade Federal de São Paulo, descreveram o primeiro manual de uso da melatonina (leia quadro), feito a partir de uma extensa revisão de estudos. Produzida pela glândula pineal, a substância é um hormônio envolvido em várias funções, entre elas as metabólicas, e induz ao sono. “Ela indica ao sistema nervoso que acabou a vigília e começa o repouso”, explica Cipolla Neto. O problema é que sua produção fisiológica é influenciada por fatores ambientais, principalmente o tipo de luz à qual o indivíduo fica exposto nas horas antes de dormir. A emitida pelas telas dos celulares e das tevês e pelas lâmpadas LED é a pior porque bloqueia a síntese do hormônio. E como passam cada vez mais tempo sob esse tipo de luz, as pessoas fabricam menos melatonina. “Levamos o dia para dentro da noite”, diz Cipolla Neto. Por isso, sua suplementação pode ser necessária e eficaz.

“A melatonina indica ao sistema nervoso que o repouso começou. Mas fabricamos cada vez menos dela” José Cipolla Neto, professor da Universidade Federal de São Paulo (Crédito:RAFAEL HUPSEL / AG. ISTOE)

Tomada na hora e na dose erradas, porém, prejudica o estabelecimento correto dos ciclos fisiológicos, ligados aos estados de sono e de vigília. Pela manhã, o cérebro não sai do torpor para entrar no alerta. O sistema digestivo não se prepara para receber alimentos e processá-los. Pode ocorrer, por exemplo, resistência ao funcionamento da insulina, o hormônio que abre a porta das células para a entrada do açúcar que circula no sangue. Por isso, é bom seguir o manual.

 


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