A semana

O mais longo e pior Enem de todos os tempos

Crédito: Divulgação/Casa Civil

Abraham Weintraub, ministro da Educação de Bolsonaro (Crédito: Divulgação/Casa Civil)

Quando o ministro da Educação, Abraham Weintraub, inventou ter conduzido “o melhor Enem de todos os tempos”, não imaginou que teria tanta dor de cabeça, justamente por ser o pior exame já realizado. Há semanas, um erro da gráfica que imprimiu a prova fez com que mais de seis mil alunos recebessem pontuações muito menores do que os percentuais de acerto que o gabarito indicava. Por causa dessa situação, os sites do SISU e do Prouni sofreram com instabilidade e rankings desregulados desde que o acesso para a inscrição nas faculdades foi liberado. Nesse contexto, a Justiça chegou a suspender a divulgação dos resultados dos vestibulares, mas a liminar foi derrubada pelo Superior Tribunal de Justiça na terça-feira 28. O MEC afirma já ter corrigido todos os problemas com as pontuações, incluindo atendimentos personalizados, mas ainda há incertezas. Mesmo que não existam mais problemas daqui para frente, a permanência de Weintraub no cargo é injustificável — o que já seria difícil defender até mesmo se o Enem 2019 tivesse sido, realmente, o melhor de todos os tempos.

BRASIL
Após longas filas, presidente do INSS cai

As filas para análise de benefícios do INSS não param de crescer. São causadas pelo aumento substancial dos pedidos de aposentadoria após a aprovação da Reforma da Previdência e devido ao novo programa de revisões de benefícios aprovado pelo governo. A fila, que já foi de dois milhões de pessoas, hoje é de ao menos 1,3 milhão, o que ainda não deixa de significar que é muita gente aguardando para ser atendida. Nesse contexto, o presidente do INSS, Renato Vieira, pediu demissão. Segundo a Secretaria Especial de Previdência, a decisão em nada tem a ver com as eternas filas.

MEMÓRIA
O adeus a Kobe Bryant

David McNew/Getty Images/AFP
Kent C. Horner/Getty Images/AFP

Poucos acontecimentos mobilizaram tantas pessoas em todo o mundo quanto as homenagens ao jogador de basquete Kobe Bryant e sua filha Gianna Bryant (foto), que morreram em um trágico acidente de helicóptero na Califórnia junto com outras sete pessoas. Kobe viajava com a filha para um jogo de basquete da escola dela, levando amigos da família e o técnico da equipe. Desde então, as lembranças do grande jogador de basquete, vencedor de dois ouros olímpicos e cinco títulos da NBA, não param de ser veiculadas. Uma delas: Kobe havia voltado a assistir jogos com Gianna, que gostaria de ser jogadora. Após tantos anos dedicados ao esporte, ele agora transmitiria todo o seu vasto conhecimento para a filha.

BREXIT
Perto do fim. Perto do fim?

YVES HERMAN / various sources / AFP

Um seriado dramático que se arrasta há quase quatro anos se aproxima de um final de temporada: a saída do Reino Unido da União Europeia. Em uma sessão com discursos emocionados no Parlamento Europeu, a UE aprovou o acordo do Brexit. O tom dramático foi sentido na fala de Ursula Von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, que citou o poeta britânico George Eliot: “Somente na agonia da separação olhamos para a profundidade do amor”.

Ao fim da sessão, os parlamentares cantaram “Auld Lang Syne”, uma canção escocesa tradicional de ano-novo que marca despedidas. Imediatamente, pouca coisa mudará: serão onze meses de transição para que o país se adapte à vida desligada do bloco. Na quinta-feira 30, a ratificação do contrato do Brexit era dada como certa — mesmo que encarada com cautela, devido ao seu eterno vaivêm. Nos próximos meses, o governo britânico deve encarar outro problema: a Escócia quer independência do Reino-Unido, pois não aceita a saída da UE. Praticamente um seriado renovado.

CULTURA
Ela disse sim

Regina Duarte (Crédito:Divulgação)

Após uma semana de testes (e de “noivado”), a atriz Regina Duarte finalmente disse sim a Jair Bolsonaro e aceitou oficialmente assumir a Secretaria Especial de Cultura. A pasta é mais um setor atribulado do governo, e busca estabilidade numa apoiadora de longa data do capitão — já foram despachados outros três secretários em pouco mais de um ano de mandato. Entre os desafios de Regina, estão acalmar os ânimos da classe artística, muito agitada após o escândalo envolvendo o vídeo com referências nazistas de Roberto Alvim, e montar uma equipe de perfil técnico, promovendo políticas culturais sem interferência ideológica. Aí, a “viúva Porcina” terá dificuldades com “senhorzinho Malta”.