Edição nº2599 18/10 Ver edições anteriores

O luxo do PT

Crédito: ANDRE DUSEK

MORDOMIAS A deputada Gleisi Hoffmman usa dinheiro público até para comprar celular (Crédito: ANDRE DUSEK)

O fundo partidário, composto por recursos públicos, não foi usado somente para bancar a campanha de “Lula Livre”, como ISTOÉ demonstrou na edição da semana passada. Ele foi gasto pelo PT também para comprar artigos de luxo para dirigentes do partido. Em 15 de junho do ano passado, por exemplo, o dinheiro da União foi utilizado para adquirir um Iphone 8 Plus Red, especial edition, de 256 gigas, top de linha, pelo valor de R$ 4.758, em nome da então senadora e presidente do PT Gleisi Hoffmann. Ou seja, a petista, que hoje é deputada federal, fala ao celular com o nosso suado dinheirinho. Ela é acusada, ainda, de receber R$ 23 milhões em propinas da Odebrecht. Se isso não bastasse, a deputada cara de pau quer disputar a prefeitura de Curitiba em 2020.

Smart TV

Além disso, o PT comprou, em maio de 2018, com dinheiro público, uma smart TV de 58 polegadas, por R$ 3,7 mil. Foi instalada na sede nacional do partido, em São Paulo. Esses mesmos recursos da União foram usados para pagar vultosas “consultorias” a dirigentes petistas, como R$ 27 mil dados a Emídio de Souza, presidente estadual do PT.

Jatinho

Em março de 2018, quinze dias antes de Lula ser preso, o PT gastou R$ 20 mil de recursos do fundo partidário com o fretamento de um jatinho de Porto Alegre a Bagé para que o petista se deslocasse pelo Rio Grande do Sul no projeto ”Lula pelo Brasil”. O petista transformou o evento num ato eleitoral, antecipando a campanha, o que é proibido.

Estreia de gala

Antonio Cruz/Agência Brasil

O general Luiz Eduardo Ramos, novo ministro-chefe da Secretaria de Governo, estreou com o pé direito. Assumindo o cargo na reta final da votação da Reforma da Previdência na Câmara, o general entrou de cabeça na articulação do governo e foi um dos responsáveis pela vitória retumbante de 379 votos no 1º turno. Visando o 2º turno, no início de agosto, só na sexta-feira 12 ele se reuniu com 17 deputados.

Rápidas

* O governo vai contratar, nos próximos dias, a empresa que organizará o desfile de 7 de Setembro, a ser realizado em Brasília com a presença do presidente Bolsonaro. A licitação prevê a instalação de arquibancadas para 20 mil pessoas, ao custo de R$ 1.224.388,89.

* Destaque na aprovação da Reforma da Previdência, o deputado Marcelo Ramos (PL-AM), presidente da Comissão Especial, pode vir a ser candidato a prefeito de Manaus no ano que vem ou a governador do Amazonas em 2022.

* Ao votar contra os privilégios para policiais e professores no texto final da reforma, o Novo foi o único partido a se manter fiel a seus princípios de defender que todos tenham condições de igualdade ao se aposentar.

* O PL, que antes era PR, desgastado com os escândalos do mensalão e do petrolão, se reunirá em agosto para discutir a adoção de um modelo de compliance que leve a legenda a defender políticas liberais na economia.

Retrato falado

“Meu voto pela Reforma da Previdência não foi vendido, foi por convicção” (Crédito:ALEXANDRE AMARANTE )

A deputada Tabata Amaral (PDT-SP) foi a sensação da votação que aprovou a Reforma da Previdência. Seu partido, o PDT, obrigou seus deputados a votarem contra. Ela não se conformou com a decisão e votou de acordo com sua “consciência”, favorável à reforma. Disse ter compromisso com seus eleitores de lutar pelos mais pobres e, para ela, a Previdência tira dinheiro de quem ganha menos. Agora, o PDT quer expulsá-la, mas já há vários partidos querendo seu passe, como o PSDB.

Safra recorde

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, está comemorando a colheita este ano de uma safra recorde. O Brasil vai colher na safra 2018/2019 um total de 240,7 milhões de toneladas de grãos, o que representa 13 milhões a mais do que foi colhido no ano passado. O recorde histórico havia sido alcançado na safra de 2016/2017, no governo Temer, com a colheita de 237,6 milhões de toneladas. É bem verdade que este sucesso começou no ano passado, quando os agricultores iniciaram o plantio e Bolsonaro ainda não era presidente. De qualquer forma, o atual governo fatura com a boa notícia no campo. Mais comida na mesa, mais empregos no campo e mais dólares na exportação.

Mais crédito

Se depender dos financiamentos para a agropecuária, o Brasil poderá colher ainda mais no ano que vem. É que o governo Bolsonaro está disponibilizando para a safra 2019/2020 um total de R$ 225 bilhões para financiamentos agrícolas. Esses valores são superiores aos liberados no ano passado (R$ 194 bilhões).

Toma lá dá cá

Mara Gabrilli, senadora

A senhora pretende votar a favor da Reforma da Previdência quando ela chegar ao Senado, em agosto?
Certamente que sim.

Acha que tem alguma mudança a ser feita em relação ao projeto aprovado na Câmara?
Sim, especialmente em relação à inclusão de estados e municípios. Precisamos rever também os critérios para acesso ao BPC, pensão por morte, que nunca deveria ser inferior a um salário mínimo, e os valores das aposentadorias por incapacidade permanente (invalidez) e dos servidores com deficiência.

Acredita que o projeto será aprovado no Senado até setembro?
O presidente Davi Alcolumbre disse que espera aprovar em até 45 dias depois de o projeto chegar ao Senado. Acredito ser possível aprovar nesse prazo.

Viralizando

Marcelo Camargo/Agência Brasil

O chefe da Secom, Fábio Wajngarten, deu início a um projeto que pretende viralizar nas redes sociais, mostrando as principais realizações do presidente Bolsonaro, batizado por ele de “Semana do Planalto”. Serão veiculados vídeos com 1m30s. A primeira edição foi ao ar domingo 14, com as realizações da semana de segunda-feira 8 à sexta-feira 12.

Michelle em destaque

Um dos destaques da primeira edição ficou por conta do lançamento, na terça-feira 9, do programa Pátria Voluntária, com a participação da primeira-dama Michelle Bolsonaro. É consenso no governo que a primeira-dama tem uma boa imagem a ser explorada. Wajngarten pretende divulgar ainda edições quinzenais e mensais.

Prefeitos bolsonaristas

Marcos Corrêa/PR

O PSL do presidente Bolsonaro, que já tem a segunda maior bancada na Câmara, quer aumentar o número de prefeitos eleitos pelo partido. Deseja eleger no ano que vem pelo menos 400 novos chefes do executivo municipal. Atualmente, o PSL tem 30 prefeitos. O alvo são cidades com mais de 100 mil habitantes.

 


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