O inútil Bolsonaro

No início do governo, quando Bolsonaro aparecia de chinelos para uma foto oficial com ministros no Planalto, diziam que ele não estava à altura da liturgia do cargo. Afirmavam que não era estadista, não passava de um troglodita, misógino, racista e preconceituoso, mas relevavam. Depois, com o passar dos meses, ele começou a mostrar a face obscura do seu pensamento retrógado, revelando-se um extremista de direita típico das republiquetas de bananas e autoritário. Pregava o fechamento do Congresso, do STF e tornou-se uma ameaça às instituições. Todos se assustaram, mas não deram muita importância, entendendo que ele não teria apoio para dar um golpe.

Pois bem, veio a pandemia e aí surgiu o que há de pior da sua essência. Não tomou medidas para conter a expansão da Covid e hoje o Brasil, com mais de 315 mil mortos, transformou-se em cemitério do mundo. O mandatário virou um risco para a humanidade, sendo chamado de genocida até mesmo no exterior.

No início, ele dizia que era só uma gripezinha, dispensou o uso de máscaras, estimulou aglomerações, combateu as vacinas, receitou cloroquina e renegou a ciência.

Bolsonaro transformou o governo numa fábrica de cadáveres, obrigando o Congresso a agir para salvar o País do pandemônio em que ele nos enfiou

O caos tomou conta do País, a saúde entrou em colapso e a economia degringolou, deixando claro que ele não é apenas incompetente ou líder de tropas de brancaleone para desestabilizar a democracia. É muito mais do que isso: Bolsonaro é incapaz como presidente. Transformou o governo numa fábrica de cadáveres, obrigando o Congresso a agir para salvar o País do pandemônio em que ele nos enfiou. Tomaram-lhe as rédeas do poder para evitar uma tragédia sem precedentes. Até os mais fisiológicos integrantes do Centrão, que o apóiam, mas agora não mais de forma incondicional, já falam claramente que o impeachment é a solução para a retomada da governabilidade.

Com sua inação, caminhamos para meio milhão de mortes por Covid, já caímos da oitava para a 12a economia mundial e o número de miseráveis aumentou para 40 milhões. Para o ex-capitão, o inferno é o limite. Mas, para a maioria dos brasileiros, a esperança é que surjam lideranças que apontem uma luz no fim do túnel e apresentem alternativas para sairmos do beco sem saída em que nos encontramos. Essa angústia já não está mais restrita à classe política. A necessidade de mudança de rumo está generalizada na sociedade, de economistas, empresários e banqueiros a sindicalistas, trabalhadores e desamparados. Ninguém suporta mais permanecer por mais 17 meses sem governo, à espera de que um presidente de fato seja eleito.


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