O inferno de Paulo Azevedo

O inferno de Paulo Azevedo

Juliana Faddul Foto Bruno Magalhães / Agência Nitro Nos palcos ele abusa do sexo, das drogas e do consumismo. Na vida real, tem gostos simples e ainda se assusta com a megalópole de São Paulo. Par de Bárbara Paz na peça ?Hell?, Paulo Azevedo foi escolhido para substituir Ricardo Tozzi, como Andrea, na montagem dirigida por Hector Babenco. Embora tenha formação em jornalismo, o mineiro decidiu migrar para São Paulo na tentativa de dedicar sua vida às artes. Na cidade da garoa, ele participou do grupo formado por Denise Stocklos e, posteriormente, montou a sua própria companhia, com mais quatro colegas, o Espanca!.Talentoso, o ator já caiu nas graças do casal. ?Logo ele vai estar estourando por aí. Hector o escolheu justamente por ser um grande ator de teatro e não ser conhecido do grande público?, fala Barbara. Confira um trecho da peça: [youtube]https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=Py8OQRLQojg[/youtube] Como você chegou ao Andrea, seu personagem? Foi teste ou convite? Fui indicado por amigas a uma produtora. No encontro com o Hector (Babenco) tivemos uma breve conversa. Lembro que, ao final, ficamos todos emocionados. Foi uma grata surpresa porque, nessa época, eu estava de passagem comprada para integrar um seminário internacional de teatro em Moscou, e, depois, iria ficar umas breves férias, mas a mudança de planos valeu muito a pena. Você já conhecia a Bárbara e o Babenco? Não conhecia pessoalmente, mas já havia assistido a alguns filmes do Babenco. Sabia que era um projeto sofisticado, com equipe reconhecida, enfim, seria um novo desafio: num curto prazo, compor uma personagem em uma obra pronta. Siga Gente no Twitter! Você disse que não viu a montagem com o Ricardo Tozzi. Por quê? Boa pergunta! Na época, estava no começo da direção de um espetáculo, A Carne Exausta, além de estar envolvidos com alguns projetos audiovisuais e voltar a dar aulas de iniciação teatral. Hoje vejo que foi bom para chegar ao espetáculo sem referências anteriores da montagem. Como foi o processo de criação do personagem? Pude começar do zero: lendo o livro, vendo entrevistas e mergulhando no universo abordado. Foi tudo muito rápido, mudar para o Rio e já estrear semanas depois. Para a estreia no Rio, existia uma grande pressão, já que a peça tinha sido bem sucedida em São Paulo e eu era a única novidade, ainda desconhecido da equipe e do grande público. Como foi migrar de Minas para São Paulo? Estive em São Paulo em 2001 pela primeira vez para um teste de um projeto da Denise Stocklos e me apaixonei pela cidade. Passado alguns anos, criei um grupo, ao lado de outros quatro artistas, o Grupo Espanca!. Do ano passado para cá, entre Rio e São Paulo, com passagens por BH, retomei minha vocação ?mambembe? (viajo por conta do teatro desde cedo). HELL Gênero: Drama Direção: Hector Babenco Com: Bárbara Paz e Paulo Azevedo Duração: 75 minutos Classificação: Não recomendado para menores de 14 anos. Texto: Lolita Pille Onde: Livraria Cultura (Cinjunto Nacional) ? Teatro Eva Herz Av. Paulista, 2.073 – Bela Vista – Centro. Telefone: 3170-4033.