SÃO PAULO, 12 SET (ANSA) – “O Grande Circo Místico”, do alagoano Cacá Diegues, será o representante brasileiro na disputa por uma indicação ao Oscar de 2019 na categoria de melhor filme estrangeiro.   

O anúncio foi feito nesta terça-feira (11), durante encontro na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, onde o comitê da Academia Brasileira de Cinema tomou a decisão.   

Outras 22 produções competiam pela representação nacional, mas o longa de Diegues foi o escolhido. Todos os anos, cada país tem o direito de inscrever um filme, mas somente cinco são indicados ao Oscar e competem pela estatueta.   

O próximo passo é esperar até dezembro, quando uma primeira peneira será realizada, reduzindo a lista de mais de 100 nações a nove títulos. A relação oficial dos concorrentes sairá no dia 22 de janeiro, e a premiação ocorrerá em 24 de fevereiro, em Los Angeles.   

“O Grande Circo Místico” é uma adaptação do poema de Jorge de Lima (1893-1953) sobre as desventuras de uma trupe circense.   

Esse texto já inspirou um álbum homônimo de Chico Buarque e Edu Lobo, que tem algumas canções embalando a trilha sonora, como “Beatriz” e “A História de Lily Braun”.   

Estrelado por Jesuíta Barbosa, Bruna Linzmeyer, Vincent Cassel e Juliano Cazarré, o filme narra a história da companhia circense ao longo de mais de 100 anos.   

Diegues é o mais novo integrante da Academia Brasileira de Letras e representará o Brasil na disputa pela sétima vez, embora nunca tenha sobrevivido às peneiras do Oscar. “O Grande Circo Místico” estreou no Festival de Cannes deste ano e deve chegar aos cinemas brasileiros em 15 de novembro.   

A última vez que o país ficou entre os finalistas foi em 1999, com “Central do Brasil”, de Walter Salles, que perdeu para o italiano “A Vida é Bela”, de Roberto Benigni. (ANSA)