O fator MDB

Crédito:  Pedro Ladeira

RECADO O senador Fernando Bezerra Coelho avisou Bolsonaro: o MDB terá candidato (Crédito: Pedro Ladeira)


Líderes do MDB no Senado não consideram que o jogo pela presidência da Casa esteja definido em favor de Rodrigo Pacheco (DEM-MG), o candidato apoiado por Davi Alcolumbre e Bolsonaro. Quando esteve com o mandatário no Palácio do Planalto, na semana passada, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), líder do governo no Senado (foto), deixou claro que o MDB não abriria mão da disputa e lançaria candidato próprio, com chances de vitória. Portanto, o anúncio da candidatura de Simone Tebet (MDB-MS), feito na última terça-feira, apenas reforça a ideia de que o partido pretende mesmo valer-se do fato de ter a maior bancada para escolher o novo presidente do Congresso. A legenda, inclusive, já chegou a 15 cadeiras no início desta semana.

Candidatos

Além de Simone, disputavam a candidatura pelo partido o próprio Coelho e Eduardo Gomes, líder do governo no Congresso — os dois desistiram depois que Bolsonaro reafirmou apoio a Pacheco. Outro candidato, Eduardo Braga, dizia ter aval dos senadores da esquerda. Mas, depois que o PT anunciou apoio a Pacheco, a opção por Braga perdeu o sentido.

Apoios

Enquanto o MDB tenta se fortalecer agora e atrair partidos da oposição a Bolsonaro, como PSDB, Rede, PDT, Cidadania e parte do PT, Pacheco já tem alguns apoios consolidados, como os votos do DEM, do PSD de Kassab, PP, Republicanos e Pros. A maioria dos 10 senadores do Podemos está dividida entre Simone e Pacheco. Quem fizer 41 votos leva.

Rumo ao MDB

Moreira Mariz

Os 13 parlamentares que já integravam a bancada no Senado ganharam a companhia de dois novos membros: a senadora Rose de Freitas (ES), que deixou o Podemos antes de ser expulsa — ela apresentou emenda para permitir a reeleição de Maia e Alcolumbre à revelia do partido —, e o senador Veneziano Vital do Rêgo (PB), eleito pelo PSB em 2018, mas que estava sem partido desde o ano passado.

Retrato falado

“O auxílio emergencial não será prorrogado” (Crédito:Alan Marques)

Em live concedida à ISTOÉ, o deputado Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara, deixou claro que não haverá a prorrogação do auxílio emergencial, mesmo que a crise gerada pela pandemia perdure. Ele lembrou que o chamado “orçamento de guerra” de 2020 provocou um déficit de R$ 840 bilhões e este ano a prioridade do governo será aprovar as reformas para garantir o equilíbrio fiscal. “Só assim vamos poder atrair investimentos para gerar mais empregos e renda.”

Volta ao trabalho

O senador Alessandro Vieira apresentou um requerimento ao Congresso que está causando polêmica: pede que as férias dos parlamentares sejam interrompidas para que possam votar, de forma extraordinária, novas medidas de proteção social, como a prorrogação do auxílio emergencial, que acabou no último dia 31 de dezembro. Explica que milhares de brasileiros só tiveram o que comer durante a pandemia graças ao auxílio emergencial de R$ 600 por mês e insiste que todos voltem agora para prorrogar a ajuda. O recesso vai até 1º de fevereiro. Para a retomada dos trabalhos, a maioria tem que concordar, mas quase ninguém topou até aqui. A fome vai ter que esperar.

Vacinas

Paralelamente à necessidade de prorrogar novo socorro aos desvalidos, o senador quer que o Parlamento fixe também regras para garantir a vacinação de todos, a começar pelos mais pobres. É consenso que só a vacina salvará vidas e a economia, menos, claro, os negacionistas liderados por Jair Bolsonaro.

Toma lá dá cá

Carlos Favaro, senador pelo PSD-MT (Crédito:Edilson Rodrigues)

Por que a Anvisa demora tanto na liberação das vacinas a serem aplicadas no Brasil?
Não acredito que ela queira dificultar a aprovação. O que acontece é que o Brasil é um país burocrata e cartorial. Os órgãos públicos deveriam se modernizar, usar mais a inteligência artificial.

Como a burocracia atrapalha o processo de avaliação?
Os técnicos temem ser acusados de prevaricação caso não cumpram os ritos e acabam não tendo a agilidade necessária.

Mas isso está dificultando o início da vacinação, certo?
A melhor vacina é a disponível. Não importa que tenham 50% ou 60% de eficácia. O importante é que elas impedirão mais mortes. Eu fiquei 12 dias internado com Covid e sei como a doença é grave.

Expurgo no PSL

A pedido do deputado Bozella Júnior (foto), presidente do PSL de São Paulo, o Diretório Nacional da legenda resolveu punir os vinte deputados do partido que decidiram apoiar a candidatura do deputado Arthur Lira para a presidência da Câmara, contrariando orientação do presidente Luciano Bivar, que anunciou o apoio do partido a Baleia Rossi.

Divulgação

03 puxa a fila

Agora, o Conselho de Ética se reunirá para decidir quais serão as punições. Bozella defende a expulsão. O deputado Eduardo Bolsonaro encabeça a lista dos que podem ser excluídos do PSL. Além do 03, estão na lista Hélio Negão (amigo de Bolsonaro), Carla Zambelli, Bia Kicis, Bibo Nunes, Carlos Jordy, Daniel Silveira, Filipe Barros e Vitor Hugo.

Corte na própria carne

Marcos Oliveira

O senador Álvaro Dias (Podemos-PR) apresentou um projeto de lei para reduzir o número dos senadores de 81 para 54 e dos deputados de 513 para 404, como forma de os políticos contribuírem para a redução dos gastos da máquina pública. O Brasil tem um dos congressos mais inchados e caros do mundo.



Rápidas

* O senador Chico Rodrigues (DEM-RR), que foi pego em outubro com R$ 33 mil na cueca, vai reassumir o cargo no próximo dia 17 de fevereiro, como se nada tivesse acontecido. Davi Alcolumbre não mexeu uma palha para a Comissão de Ética analisar possíveis punições.

* Tanto Alcolumbre quanto o presidente da Comissão de Ética, Jayme Campos, são do DEM, mesmo partido do senador-cueca, acusado de desviar dinheiro do combate à Covid. Os 121 dias de licença valeram como prêmio.

* O PT anda estranho. Para presidente da Câmara vai de Baleia Rossi, do MDB, que os petistas acusavam de “golpista” por causa do impeachment da Dilma. Para o Senado, irá com Rodrigo Pacheco, do DEM, apoiado por Bolsonaro.

* Ao votar em Rodrigo Pacheco, a maioria dos 6 senadores petistas quer escapar de ter que votar em Simone Tebet, que já disse defender a Lava Jato e a prisão em segunda instância, tudo o que Lula quer distância.

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