Farol ISTOÉ

O falso indulto de Bolsonaro

Crédito: Reprodução/Instagram

Beiram a infantilidade, mas atrapalham a administração do País, as tolas e mesquinhas vinganças de Jair Bolsonaro em relação aos parlamentares. Agora, na questão do indulto natalino, isso ficou claro. Bolsonaro passou a campanha eleitoral afirmando que sua caneta seguiria cheia porque não gastaria tinta para indultar presos. Diante, no entanto, da recusa do Congresso Nacional a aceitar sua proposta de excludente de ilicitude, ele decidiu “brincar”. Gastou tinta e assinou o indulto, para soltar militares e policiais militares presos por crime culposo – aquele que é cometido sem intenção.

A excludente de ilicitude exime de processo o agente de segurança pública que matar devido ao medo, ao fator surpresa ou motivado por forte emoção. Juntemos os pontos: Como a excludente de ilicitude é uma espécie de licença para matar, os deputados a barraram. Bolsonaro indultou então os policiais e militares presos por crime culposo com pena que não supere quatro anos de prisão.

Detalhe: 1) a pena de homicídio culposo, que é a mais alta, é de quatro anos de prisão. 2) no Brasil não há ninguém preso por homicídio culposo. Bolsonaro indultou o nada. Mas é uma forma de desrespeitar o Congresso e ir fazendo existir a cultura da excludente de ilicitude. Além de fazer média com sua base eleitoral.

Veja também

+ Toyota Corolla Cross é SUV do Corolla para brigar com Jeep Compass e cia; confira imagens oficias
+ MasterChef estreia sem "supercampeão" e cheio de mudanças
+ Gafanhotos: cidade na Bahia enfrenta invasão de insetos
+ Coronel da PM diz que Bolsonaro é ‘falastrão’ e renuncia à entidade de Oficiais
+ Fundador da Ricardo Eletro e filha são presos em operação contra sonegação
+ A “primavera das bikes” pós-pandemia vai chegar ao Brasil?
+ Tubarão-martelo morde foil de Michel Bourez no Tahiti. VÍDEO
+ Arrotar muito pode ser algum problema de saúde?
+ Saiba em quais lugares o contágio pelo novo coronavírus pode ser maior