Edição nº2552 15/11 Ver edições anteriores

O discreto Galloro

DISCRETO O estilo de Galloro põe fim às operações mais espalhafatosas da PF, acompanhadas de equipes de TV (Crédito:Mateus Bonomi)

Cinco meses depois de ter substituído Fernando Segovia no comando da Polícia Federal, Rogério Galloro conseguiu apaziguar as brigas internas que havia na instituição. No seu período, Segovia enfrentou resistências por conta do alinhamento que demonstrava com o presidente Michel Temer, o que levou a PF internamente a reagir para reafirmar sua independência. Com perfil bem mais discreto, Galloro reafirma essa autonomia nas investigações, evitando as divisões internas. O estilo mais discreto de Galloro também tem sido notado na PF com o fim de operações mais espalhafatosas. Não é da natureza do novo comando da polícia, por exemplo, se fazer acompanhar de equipes de TV nas suas operações, como já ocorreu no passado.

União da PF

A maior discrição garante mais tranquilidade e segurança ao trabalho, dizem os agentes. Internamente, o que se diz na PF é que Galloro une as duas principais turmas que sobressaem na instituição. A turma do concurso de 1997, que é a sua, e a turma posterior, do concurso de 2003. O diretor da PF tem ainda a confiança do ministro da Defesa, Raul Jungmann.

Vaidades

Os problemas maiores seguem agora com o Ministério Público, na necessária relação que a PF tem que ter com os procuradores em operações como a Lava Jato. O excesso de poderes e de vaidade do MP incomoda. Há, porém, uma impressão de que o episódio da delação de Joesley Batista foi um ponto de inflexão, a partir do qual os procuradores terão de retroceder.

A dura vida de Roseana

Honório Moreira/OIMP

A campanha sequer começou, mas na equipe de Roseana Sarney (MDB) já há quem admita que será muito complicado evitar a reeleição do governador Flávio Dino (PCdoB). A esperança de Roseana era que o deputado estadual Eduardo Braide (PMN) entrasse na disputa e tirasse votos de Dino. Como isso não aconteceu, a eleição ficou polarizada. Com vantagem até agora para Dino.

Rápidas

* A insistência do PT em manter a candidatura de Lula à Presidência mesmo sabendo que ele está inelegível começa a trazer prejuízos ao partido. Pesquisas internas do PT apontam que ele já começa a perder votos.

* Por conta da indefinição, parte dos votos que iam para Lula, segundo a pesquisa, estão migrando para a candidata da Rede, Marina Silva. Por falta de uma alternativa própria no PT, ela é a beneficiária.

* A holografia 3D chega ao Brasil com a promessa de criar maior relevância às candidaturas. Segundo a “HoloAhead”, o cabo eleitoral veste a mochila transparente com um display de led que projeta imagens em um espaço de 48cm de diâmetro e sai pelas ruas fazendo o “corpo a corpo” em locais estratégicos.

* Para o Brasil, foram feitas adaptações para o “cabo eleitoral ambulante” poder se adequar às regras eleitorais. É possível a locação do produto.

Retrato falado

“Tempos de grandes preocupações. Mas também de possibilidades” (Crédito:Andressa Anholete)

Terminado o recesso do Judiciário, a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, iniciou a primeira sessão deste segundo semestre com um discurso que incluía a frase acima. Em setembro, ela deixa o comando do STF para o ministro Antônio Dias Toffoli. Um mês depois, em outubro, acontecem as eleições. Cármen disse no seu discurso esperar que os juízes, como ela, sejam cada vez mais responsáveis nas suas decisões e comprometidos com o Estado Democrático de Direito.

Toma lá dá cá

Eunício Oliveira (MDB-CE), Presidente do Senado

Na semana que vem o Congresso entra em um esforço concentrado. O senhor acredita que, mesmo com a campanha em curso, será possível votar matérias importantes?
Primeiro, nós temos três medidas provisórias que estão trancando a pauta. E há matérias como um projeto de atendimento simplificado no SUS para pessoas em situação de rua ou sem cadastro. Ainda vamos conversar com os líderes para ver que matérias são as mais importantes.

A ideia é destrancar a pauta?
Isso. Talvez não aconteça nesse esforço inicial agora. Mas deve acontecer no segundo esforço concentrado que eu quero fazer ainda este mês. Porque aí dará tempo de articular matérias mais densas. Em setembro, faremos ainda pelo menos mais um esforço concentrado.

Candidatas mulheres

Advogados que atuam na área eleitoral acreditam que um dos pontos que vai gerar mais contestação judicial e polêmica é o que se refere ao respeito à quota mínima que cada partido tem de reservar às candidatas mulheres. Alguns entendem que a Justiça Eleitoral, na verdade, estabeleceu dois limites que devem ser respeitados: de candidatas na eleição proporcional e de dinheiro para as campanhas. Trinta por cento das candidaturas para deputado têm de ser de mulheres. Mas também deve se reservar a elas 30% dos recursos que serão usados nas eleições. A polêmica é que nem todos os partidos entenderam assim. E a dúvida terá de ser tirada nos tribunais.

Confusão

Boa parte dos partidos parece entender que o limite de 30% vale apenas para as candidaturas proporcionais. Outros acham que os 30% de recursos poderiam ser utilizados numa única candidatura feminina com maior chance eleitoral. Prevê-se confusão. Que exigirá intervenção da Justiça Eleitoral.

Cid, o confiante

O pré-candidato a senador Cid Gomes (PDT-CE) tem chamado a atenção pelo excesso de confiança em relação à disputa pelo Senado no Ceará. Coordenador político de Ciro, Cid tem feito apenas reuniões reservadas com seus aliados em seu apartamento de Fortaleza, mas tem realizado poucos atos em promoção da sua própria campanha.

Divulgação

Ibope

A eleição presidencial, de fato, ainda não caiu nas graças dos brasileiros. Pesquisa Ibope em parceria com a CNI divulgada na quinta-feira 2 revelou que 45% dos eleitores se dizem “pessimistas” ou “muito pessimistas” com o pleito. Já 59% dos entrevistados afirmam não saber em quem votar ou estão decididos a anular o voto.

Vaquejada

STF/Divulgação

O STF deve julgar no dia 9 recurso sobre a legalidade da vaquejada, a partir de uma lei cearense que libera a prática sem punições a quem maltrata os animais. A questão pode ficar sem resposta. O relator, Marco Aurélio, determinou que se tome por base emenda constitucional que permite esportes com animais, mas sem maus tratos.


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