Edição nº2544 21/09 Ver edições anteriores

O desprezo pela América

A América é o maior experimento liberal da história, tendo parido, por conta disso, uma potência próspera e com relativo grau de liberdade individual. Fundada com base em ideias iluministas, num casamento com o conservadorismo britânico, a América teve sucesso inigualável ao preservar os direitos dos cidadãos, permitir o florescimento de cada um e se proteger de demagogos autoritários.

Não está livre de defeitos, claro, como qualquer sociedade real. Mas é um exemplo a ser seguido em diversos aspectos, um farol da liberdade no mundo, um ícone de clareza moral em meio ao relativismo moderno.

A esquerda, porém, não suporta o legado americano. Prefere a violência “redentora” da Revolução Francesa, com seu discurso igualitário que, na prática, pariu o Terror. E se esse desprezo pela América sempre esteve transparente na ala radical, os “liberais progressistas” ao menos disfarçavam. Mas desde que Trump venceu com seu slogan “Make America Great Again”, os democratas “moderados” têm saído do armário e deixado em evidência seu ódio por tudo que a América representa.

O governador de Nova York, Andrew Cuomo, deixou a máscara cair recentemente ao dizer que a América nunca foi tão grande assim. Com essa declaração ele expôs a visão real da esquerda pela nação que mais garantias trouxe às minorias, com base nos poderosos conceitos da Declaração de Independência. Normalmente a esquerda sabe ocultar seus reais sentimentos, mas dessa vez a sinceridade chamou a atenção.

A narrativa “progressista” tem pintado a América como um país misógino, xenófobo, imperialista e preconceituoso. Da CNN às universidades, essa visão tem se espalhado, numa inversão que transforma uma grande nação em motivo de vergonha, em vez de orgulho nacional.

Michelle Obama chegou a afirmar, em 2008, que pela primeira vez em sua vida adulta ela estava orgulhosa do seu país. Ou seja, a América só é digna de respeito se um esquerdista como Obama for eleito, só por ser negro. Quando Trump vence, metade da população se torna “deplorável”, para usar o termo adotado por Hillary Clinton.

Obama dizia que a América era especial como todo país é especial, e deixava claro que pretendia transformá-la “essencialmente”. Isso é amar seu país? Para essa esquerda, o DNA da América é racista. Alguém imagina uma declaração dessas sobre o Islã sendo tolerada pelos “tolerantes” de esquerda?

“O desprezo pela América é tão central ao esquerdismo que não haveria esquerdismo sem ele”, afirma Dennis Prager. Cuspir no sucesso americano é mais do que o hobby predileto dessa gente; é seu ganha pão e sua ideologia. A sobrevivência dos valores ocidentais refletidos na república americana depende da noção geral do que está em jogo aqui. Viva a América!

 


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