O céu é o limite

Crédito: José Manuel Diogo

(Crédito: José Manuel Diogo)


Atenção! A distância entre o Brasil e a Europa está oficialmente se encurtando. Mas não se preocupe! O planeta continua do mesmo tamanho e nada está encolhendo! A boa vontade e o entendimento entre os Brasília e Lisboa é que está ficando maior.

Um novo acordo de aviação — há muito preparado, mas que a pandemia parou e foi agora assinado na recente visita de Carlos Alberto França, o novo ministro das relações exteriores do Brasil a Portugal — vai abrir uma verdadeira autopista aérea sem pedágio entre os dois países. Viajar entre a Europa e a América vais ser mais fácil que pegar Uber.

A maior novidade é a introdução da “quinta liberdade” no ar que separa as duas nações. Essa quinta liberdade do ar — uma das nove que regulam entradas no espaço aéreo e pouso entre países diferentes — vai permitir que, na mesma viagem, passageiros e mercadorias embarquem e desembarquem em um ponto intermédio.

Assim, o Ronaldo que mora em São Paulo e vai para Buenos Aires, pode pegar em Guarulhos o voo da TAP que começa no Tejo e termina no rio de la Plata. No sentido inverso, a Madalena que está morando em Cascais e está indo para o Reino Unido visitar o filho; pode combinar se encontrar no aeroporto de Lisboa com sua mãe — a Mônica — que está vindo do Rio para ir ver o neto, e seguem juntas mesmo voo da LATAM para Londres.

O acordo — assinado entre as autoridades de aviação civil dos dois países — ANAC & ANAC — permite a imediata ampliação da oferta de voos internacionais para quaisquer destinos nos dois países, com a possibilidade de ligação com terceiros países.

Sendo bem aproveitada, essa nova liberdade (agora possível) vai transformar os aeroportos do Brasil (e também de Portugal) em novas centralidades aglutinadoras transcontinentais. Pois se é verdade que acordo com Portugal soma-se a outros recentemente negociados pelo Brasil com mais países europeus, é mais verdade ainda que nenhuma cidade desses países está mais perto do Brasil que Lisboa.

O posicionamento estratégico de Portugal no caminho entre a Europa, a Ásia e o Brasil, é uma vantagem que cabe aproveitar — como parece até já estar acontecendo como demonstra um recente estudo da Câmara de Comércio e Indústria Luso Brasileira, mostrando que os frutos transportados por via aérea são os produtos com maior potencial de expansão nas exportações do Brasil a Portugal.

Com a livre determinação de capacidade, ou seja, sem a limitação do número de voos que podem ser oferecidos entre os respetivos territórios, a nova quinta liberdade, acaba com qualquer limitação (até agora de 46 voos) e pode se expandir sem constrangimentos. É o céu sendo o limite.

Veja também
+ Corpo de Gabby Petito é encontrado, diz site; legista afirma que foi homicídio
+ Tubarão é capturado no MA com restos de jovens desaparecidos no estômago
+ Tudo o que você precisa saber antes de comprar uma panela elétrica
+ Instituto Gabriel Medina fecha portas em Maresias
+ Agência dos EUA alerta: nunca lave carne de frango crua
+ Passageira agride e arranca dois dentes de aeromoça
+ Gel de babosa na bebida: veja os benefícios
+ Truque para espremer limões vira mania nas redes sociais
+ Yasmin Brunet quebra o silêncio


Sobre o autor

José Manuel Diogo é autor, colunista, empreendedor e key note speaker; especialista internacional em media intelligence,  gestão de informações, comunicação estratégica e lobby. Diretor do Global Media Group e membro do Observatório Político Português e da Câmara de Comércio e Indústria Luso Brasileira. Colunista regular na imprensa portuguesa há mais de 15 anos, mantém coluna no Jornal de Notícias e no Diário de Coimbra. É ainda autor do blog espumadosdias.com. Pai de dois filhos, vive sempre com um pé em cada lado do oceano Atlântico, entre São Paulo e Lisboa, Luanda, Londres e Amsterdã.


Mais posts

Ver mais

Copyright © 2021 - Editora Três
Todos os direitos reservados.

Nota de esclarecimento A Três Comércio de Publicaçõs Ltda. (EDITORA TRÊS) vem informar aos seus consumidores que não realiza cobranças por telefone e que também não oferece cancelamento do contrato de assinatura de revistas mediante o pagamento de qualquer valor. Tampouco autoriza terceiros a fazê-lo. A Editora Três é vítima e não se responsabiliza por tais mensagens e cobranças, informando aos seus clientes que todas as medidas cabíveis foram tomadas, inclusive criminais, para apuração das responsabilidades.