O cerco se fecha, e delinquentes antivacinas vão sendo cada vez mais isolados

Crédito: MARTIN BUREAU / AFP

(Crédito: MARTIN BUREAU / AFP)

No Canadá, a província de Quebec irá multar pesadamente os não vacinados. Na França, o governo anunciou que irá dificultar ao máximo a vida dos negacionistas. Na Austrália, como exemplo de que nome, sobrenome e fama não são mais importantes do que a vida alheia, o governo deu um pé-na-bunda do super tenista Novak Djokovic. Na Áustria, a vacinação será obrigatória a partir de fevereiro.

Em diversos outros países – ou em cidades e estados destes diversos outros países – medidas de restrição aos selvagens, egoístas e potencialmente assassinos antivacinas vêm sendo implementadas com mais frequência e rigor, e expandidas como forma de proteção à parte da população que compreende, sabe e aceita viver em sociedade, onde o bem comum é sagrado, e que se vacinou.


Em Nova York, por exemplo, desde agosto do ano passado, a permanência de público em locais fechados foi condicionada à imunização completa. Você pode entrar em uma padaria e levar seu pão para comer em casa ou na rua, mas não pode se sentar no balcão e lanchar caso não tenha tomado as duas doses de vacina contra a covid-19 (ou a dose única, no caso da Johnson & Johnson).

No Brasil, diante de prefeitos e governadores inseguros, e de um presidente francamente disposto a auxiliar o vírus a matar o máximo possível, bares e restaurantes, aqui e acolá, começam a exigir comprovante de vacinação para permitir o ingresso de clientes. Aliás, isso já deveria estar em prática, independentemente das autoridades, pois são estabelecimentos privados e 81% da população são favoráveis.

Nunca é tarde para repetir: quem não se vacina tem 11 vezes mais chances de se contaminar, 17 vezes mais chances de ser internado em um hospital (causando lotação, atraso no atendimento e contaminando profissionais de saúde) e 20 vezes mais chances de se encontrar com o capiroto, no quinto dos infernos. A cada 100 hospitalizados no Brasil, 80 são não vacinados. Sacou ou quer que eu desenhe?

No mundo inteiro já foram aplicadas bilhões e bilhões de doses de vacinas contra a covid. A segurança é total; a eficiência é enorme, ainda que não absoluta; o número de hospitalização e morte desabou, enfim, não há qualquer razão que não sejam estupidez, infantilidade, crendice e sabujice política a justificar tamanhos egoísmo e mesquinhez ao decidir não se vacinar – ou não vacinar as crianças.

Tenho dito que o lugar dos selvagens é na jaula, ou em cavernas isoladas, mas nunca à solta, em meio à sociedade civilizada. Isso vale para traficantes, estupradores, assassinos e quaisquer outros tipos de… selgavens! Que mais governos e sociedades civis endureçam as regras sanitárias, de modo a garantir a saúde de quem a preza, respeita e merece. Em frente, senhores. A civilização agradece.






Sobre o autor

Ricardo Kertzman é blogueiro, colunista e contestador por natureza. Reza a lenda que, ao nascer, antes mesmo de chorar, reclamou do hospital, brigou com o obstetra e discutiu com a mãe. Seu temperamento impulsivo só não é maior que seu imenso bom coração.


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