O canto da sereia

O canto da sereia

Mauro Ferreira Foto Reprodução Quando completar 32 anos, em abril, Maria do Céu Whitaker Poças vai estar em turnê pela Europa. Há sete anos, viver na estrada faz parte da rotina da cantora e compositora paulista conhecida somente com Céu. Tanto que essa vida itinerante foi o que inspirou o terceiro CD da artista, Caravana Sereia Bloom, espécie de road disco, no conceito de sua criadora. Filha do músico e compositor Edgard Poças, autor e arranjador de hits do extinto grupo infantil A Turma do Balão Mágico na década de 80, Céu é também a mãe da pequena Rosa, nascida em 2008 e que, com apenas três anos, já conhece parte desse mundo. ?Quando vou ficar fora de casa mais de uma semana, levo a Rosa comigo nas viagens e ela gosta?, conta Céu em entrevista à Gente. Cultuada no exterior desde que lançou em 2005 seu primeiro disco, a cantora conta que pretende se apresentar mais no Brasil e que dançava muito com as músicas do Balão Mágico. Por que neste disco você se apresenta mais como intérprete, cantando músicas de compositores como Jorge Du Peixe, Lucas Santtana e Gui Amabis? Foi planejado. Queria até ter gravado mais músicas de outros compositores, mas acabei compondo também porque foi tudo muito rápido. É que esse disco partiu de um tema. O Gui e o Lucas fizeram músicas sob encomenda. A música do Jorge, eu já queria gravar desde o Vagarosa. É uma imagem da estrada. O repertório acabou sendo alinhavado a partir do tema do disco, das imagens. Quis fazer um disco imagético, inspirado no cinema. Esse terceiro disco tem reggae, rocksteady. O anterior era formado por camadas de dub. De onde vem seu interesse pelos sons da Jamaica, já que você não conhece o país? Não sei. Eu gosto muito de reggae. Nunca fui na Jamaica, mas acho que meu interesse vem de ler, de ouvir, de pesquisar sobre a música de lá. A Jamaica é um país muito fértil musicalmente. Há muitas subdivisões do reggae. Acho bonito como o som de lá reverbera no mundo todo. Nesse disco, você se afasta do Beto Villares, produtor de seus dois CDs anteriores, e trabalha com Gui Amabis. Por que a mudança? Foi para variar mesmo! Não tô mais na Ambulante (empresa da qual Villares é sócio) e o Beto estava envolvido com outros trabalhos, fazendo trilhas. Além do mais, eu queria trabalhar com o Gui. Agora que o disco está lançado, você cai na estrada de novo? Claro! Começo a turnê do novo show em março por São Paulo e depois faço uma turnê gringa porque as coisas lá fora são marcadas com mais antecedência. Mas a minha ideia é tocar muito mais no Brasil este ano. As pessoas têm a impressão de que eu moro lá fora. Mas eu canto tanto aqui como lá. Siga Gente no Twitter!