PANDEMIA * 2020

O Brasil tenta respirar

Entre novos aparelhos e equipamentos em manutenção, País precisa de 15 mil ventiladores pulmonares para combater a pandemia

Crédito: Divulgação

MANUTENÇÃO Enquanto os novos aparelhos não vêm, fabricantes de automóveis se unem ao SENAI para consertar os aparelhos que estavam quebrados nos hospitais (Crédito: Divulgação)

Medicina

Na última semana, o Brasil bateu recordes de mortes diárias e o número de infectados por coronavírus ultrapassou os 16 mil casos. Com UTIs cheias e alguns hospitais de campanhas ainda a caminho, começam a faltar instrumentos essenciais para a manutenção da vida. O País corre contra o tempo para obter 15 mil ventiladores pulmonares mecânicos estimados pelo governo para dar conta da fase atual da pandemia. Hoje, segundo o Ministério da Saúde, existem 65.411 aparelhos no País, 46.663 deles no Sistema Único de Saúde (SUS). Do total, porém, 3.639 estão em manutenção ou ainda não foram instalados.

Há projetos promissores sendo desenvolvidos nas universidades brasileiras. O grupo de pesquisadores batizado de Inspire, da Escola Politécnica da USP, produziu um protótipo com tecnologia nacional a um custo mais baixo, saindo por R$ 1 mil, ante os R$ 15 mil cobrados no mercado. O Instituto Mauá de Tecnologia, em São Caetano, também tem um projeto em parceria com a Mercedes-Benz a um custo de R$ 300 por cada aparelho, mas ainda aguarda a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O Ministério da Saúde também vai consertar respiradores em manutenção. Uma parceria com as empresas Magnamed e Flextronics prevê a entrega de dois mil aparelhos esse mês e mais 4.500 até agosto, totalizando 6.500 unidades. As montadores de automóveis também farão parte da força-tarefa – o SENAI fornecerá cursos de capacitação para seus funcionários. “Nossa equipe vai ajudar nesse momento difícil”, diz o gerente de tecnologia e inovação da GM na América do Sul, Carlos Sakuramoto. Segundo o diretor regional do SENAI em São Paulo, Ricardo Terra, há 90 aparelhos em manutenção em São Paulo.

Força tarefa

Para a Associação Brasileira de Indústrias de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), o problema é que o Brasil depende da produção externa. “Por sorte ainda temos alguns fabricantes de válvulas, placas eletrônicas e sistemas. O País tem que entender que a saúde precisa estar no centro de políticas públicas de segurança. Hoje, quase 90% dos EPIs (equipamentos de proteção individual) são feitos pela China”, diz o diretor executivo de tecnologia da Abimaq, João Alfredo Saraiva Delgado.

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