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“O Brasil não está quebrado, como disse o presidente Bolsonaro”, diz economista Maílson da Nóbrega

“O Brasil não está quebrado, como disse o presidente Bolsonaro”, diz economista Maílson da Nóbrega

Convidado da live de IstoÉ desta terça-feira (26), o economista Maílson da Nóbrega disse que o País não está muito longe da recuperação econômica, porém tem que seguir à risca o receituário neoliberal, ou seja, aprovar as reformas, manter o teto dos gastos públicos, privatizações, cortar benefícios sociais… “O Brasil não está quebrado, como disse o presidente Bolsonaro.”

Ex-ministro da Fazenda no governo de José Sarney no final da década de 1980, quando a inflação bateu a marca de mais de 1.700% ao ano, Mailson falou sobre o cenário econômico do Brasil, as reformas e sinalizou quais são as perspectivas para o país recuperar a economia no pós-pandemia e voltar a crescer.

Para ele, com um otimismo responsável, “o país tem um risco fiscal grande, mas ainda não é um desastre”. Mailson afirma que não se preocupa com a volta de uma inflação galopante e entende que um dos problemas do governo é a falta articulação política junto ao Congresso para avançar com as chamadas reformas estruturantes.

“O Brasil está no limiar da crise com a dívida pública, um risco de instabilidade. Daí, a necessidade de reformas para ampliar o superávit primário”, acredita.

Aos 78 anos, sócio da Tendência Consultoria, Mailson da Nóbrega entende que  Guedes foi enganado por Bolsonaro, o qual vendeu uma ideia de ser privatista e se mostrou um nacionalista.


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“Paulo Guedes acreditou numa fantasia. A sociedade brasileira é contra as privatizações. Ele achava que tinha convertido Bolsonaro, mas a visão corporativa ideológica do presidente é igual aos sindicalistas do Banco do Brasil. Bolsonaro não é liberal. Ele é ileral”, disse.

Mailson fez ponderações sobre a ideia de se estender o auxílio emergencial, como querem os beneficiários e os políticos. No entendimento do ex-ministro, Paulo Guedes pode estender o auxílio emergencial, mas desde que tenha cortes em outras despesas governamentais.

“A rigor, não tem espaço para o pagamento do auxílio emergencial, mas é perfeitamente entendível que o ambiente político, a pandemia e o desemprego justifique do ponto de vista social e político a extensão do benefício, mas é uma ameaça à economia. O ideal seria cortar benefícios sociais pouco eficazes”, diz.

O ex-ministro do governo Sarney disse que o maior problema do governo para aprovação das reformas é a falta de uma liderança inspiradora que consiga atrair apoio da sociedade e dos políticos para estimular a urgência do debate. “Estamos numa quadra desfavorável.” Também prejudicial, segundo Maílson, é a imagem do país no exterior. “O Brasil perdeu muito de sua imagem positiva que ele tinha. Está muito ruim em todos os aspectos. Tá ruim na questão ambiental, na negação da pandemia, na campanha que o presidente fez de sabotagem da vacina…”, conclui.

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