O Brasil e a Síndrome de Estocolmo


O fenômeno psicológico conhecido como “Síndrome de Estocolmo” foi criado pelo psiquiatra sueco Nils Bejerot após examinar o caso em que reféns de um assalto desenvolveram um sentimento de afeto por seus sequestradores. Em 1973, Jan Olsson entrou em um banco armado com uma metralhadora e manteve a jovem Kristin Enmark sob sua mira durante seis dias. Quando o criminoso foi preso, ela pediu sua soltura. Hoje, mais de 40 anos depois, ainda fala com carinho do bandido que quase a matou.

Uma parte da população brasileira sofre de “Síndrome de Estocolmo” em relação ao presidente Jair Bolsonaro. Eles apresentam algum tipo de barreira psicológica que os impede de ver a realidade. Só sairão da armadilha na qual estão presos quando despertarem do transe e da lavagem cerebral aos quais foram submetidos. A realidade é cristalina: Bolsonaro incentivou aglomerações, minimizou o risco da doença, criticou o isolamento social e minou a credibilidade das vacinas. Essas não são opiniões minhas nem versões baseadas em matérias da imprensa. São fatos facilmente comprováveis por vídeos e publicações nas redes sociais do próprio presidente.

Uma parte da população brasileira apresenta alguma barreira psicológica que a impede de ver a realidade: são reféns do presidente

É difícil entender por que os reféns do presidente não conseguem estabelecer a relação entre causa e efeito dessas atitudes. Muitos são alfabetizados e parecem pessoas minimamente capazes. Agem, no entanto, como se estivessem submersos em uma realidade paralela, chafurdando nos esgotos da internet. Seriam dignos de pena, se não contribuíssem para atrapalhar o combate à pandemia, feito que transformou o Brasil em pária mundial. É como se fossem um exército de vírus auxiliares, trabalhando para disseminar a Covid-19 em vez de ajudar a contê-la.

O mais incrível é que muitos são vítimas da doença ou perderam algum familiar. Mas nem isso é capaz de fazê-los entender – Kristin Enmark também não compreendia, nem com a metralhadora apontada para a sua cabeça. Quando questionados, falam sobre “comunismo”, “anti-corrupção” e outras teorias conspiratórias totalmente desprendidas da realidade. A tese do “inimigo externo”, usada por Hitler contra os judeus ou Trump contra os imigrantes, é uma tática de desinformação antiquada, mas que foi ressuscitada pelas bolhas estimuladas pelas redes sociais. Não há risco de o Brasil virar comunista, nem uma luta contra a corrupção – pelo contrário, aliás. Há apenas uma turma de loucos que segue o flautista como os ratos de Hamelin, reféns do sociopata que não está nem aí se eles vão viver ou morrer.

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