Brasil

O boom das cervejas especiais

Com crescimento de 14% ao ano, produção da bebida artesanal no Brasil bate recordes, lucra milhões de reais e país ocupa o terceiro lugar mundial em produção e consumo de cervejas. Nesse cenário, Belo Horizonte desponta como a capital nacional da cerveja e recebe o título de “Bélgica brasileira”

O boom das cervejas especiais

A receita é a mesma há mais de dez mil anos: água, malte, lúpulo e levedura. Essa é a formula da bebida alcoólica mais popular do mundo – a cerveja. Mais de 150 bilhões de litros de cervejas são produzidos todos os anos no mundo.

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A quantidade dos ingredientes naturais pode variar de acordo com o mestre cervejeiro, porém o gosto e a qualidade da bebida dependem da criatividade do profissional na hora de escolher a quantidade certa de cada item. Com a fabricação de mais de 24 bilhões de litros anuais, os brasileiros ocupam o 3º lugar em produção e consumo da bebida no mundo.

Com números tão expressivos, o Brasil, contrariando a estagnação econômica dos últimos anos, encerrou o ano de 2017 com 679 fábricas de cervejas, 37% a mais em relação a 2016. Grande parte desse boom industrial deve-se às cervejas artesanais, que crescem mais de 14% ao ano. A venda das cervejas tradicionais caiu 10%. A contabilidade cervejeira em solo brasileiro mostra um faturamento de mais de 70 bilhões de reais anualmente, com 2,2 milhões de empregos e participação de 1,6% do PIB.

Nesse cenário, o estado de Minas Gerais desponta com o maior número de fábricas e Belo Horizonte se tornou conhecida como a “Bélgica brasileira”. O reconhecimento deve-se parcialmente ao uso de especiarias, de inovação nas receitas e à tentativa de tornar a bebida mais exótica. “As cervejas especiais mineiras são ousadas e criativas”, atesta Marco Falconi, sócio da Cervejaria Falk.

Com mais de 200 rótulos distribuídos por dezenas de indústrias cervejeiras, a produção da bebida entre as montanhas mineiras saltou de cinco fábricas há um década para quase 80 este ano, em todo o estado. Dessas, 75% concentram-se na região metropolitana da capital mineira. “São números consideráveis para um mercado que ainda tem muito espaço para crescer”, avalia Cristiano Lamengo, vice-presidente do Sindicato das Indústrias de Cerejas e bebidas em Geral do Estado de Minas Gerais.

No ultimo mês de março, os mineiros conquistaram 27 medalhas no Concurso Brasileiro de Cerveja, maior da América Latina, realizado anualmente em Blumenau (SC). Neste ano, concorreram 2.859 rótulos, em 148 estilos diferentes e 475 cervejarias inscritas. As cervejarias mineiras Baker, Falk Monastério, Verace foram eleitas entre as melhores cervejas do mundo na World Beer Awards 2017, a Copa do Mundo das Cervejas.

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