O Bolsonaro da entrevista consegue ser mais falso que o Bolsonaro real

O Bolsonaro da entrevista consegue ser mais falso que o Bolsonaro real

Presidente Jair Bolsonaro


A revista VEJA publica em sua edição desta semana uma entrevista com Jair Bolsonaro, o verdugo do Planalto. E faz muito bem! Imprensa boa é imprensa. Imprensa que presta são todas. Quem decidirá o que ler, ouvir e assistir será o próprio consumidor, e não um governo qualquer.

Infelizmente, no Brasil e em parte do mundo, uma diminuta seita de fascistoides ordinários não suporta a ideia de liberdade de imprensa. Aliás, não suporta nem mesmo a ideia de liberdade, no conceito literal da mesma, e não no que definem como tal. A liberdade dessa canalha é própria..

Essa gente imunda, covarde e asquerosa só aceita opiniões que lhes convém. Do contrário, seu opositor é ‘lixo, vendido, verme’. Quando Lula da Silva, o meliante de São Bernardo, e seu bando davam as cartas, os fascistoides de esquerda atacavam a mesma imprensa. Hoje, é o bolsonarismo.

VAI E VEM

Jair Bolsonaro, o devoto da cloroquina, é um pêndulo de cinismo, de ignorância e imoralidades que, ao sabor do momento e da ocasião, vai de um extremo ao outro, mudando de opinião como quem muda de cueca, arrastando consigo a multidão de bovinos desocupados, guiados pelo berrante do pastor.

Em um dia, ele chama para o golpe e é idolatrado: ‘uhu, viva, mito, isso mesmo’. Em outro, elogia a quem atacava, enfia o rabinho entre as pernas e é saudado: ‘mestre, estrategista, estadista, mito’. Um dia, diz ‘o centrão é lixo’, e a galera ‘viva, patriota, uhu, nosso salvador’. Outro dia, declara: ‘eu sou o centrão!’.

O gado já não sabe se Moro é herói ou bandido; se Collor é ladrão ou honesto; se Lira e Nogueira são patriotas ou usurpadores; se rachadinha é corrupção ou salário; se autoritarismo é coisa de comunista ou de bolsonarista; se eleição é democracia ou ditadura; se a imprensa é boa ou ruim; se Moraes é bandido ou professor.

VEJA PASSA-PANO

A entrevista do maníaco do tratamento precoce é um panfleto passa-pano mais falso que nota de 3 reais. Não há uma única verdade nas palavras de ‘paz e harmonia’ do golpista homicida. Muito menos na promessa de apoio a um futuro democrático. E a revista sabe disso! Mas seu papel é entrevistar e publicar. Simples.

A Veja poderia ter feito as perguntas e confrontado as respostas, claramente falsas e conflitantes, com a realidade. Se assim não o fez, trata-se de uma escolha editorial e empresarial. Legítima! O consumidor é que deve decidir se terá a Veja como fonte de informação ou não. O que não é admissível é calar a revista ou o entrevistado.

Agora, não deixa de ser engraçado assistir à manada, que até ontem demonizava a revista, querendo sua extinção, falência, etc, hoje compartilhar a entrevista como se jamais tivesse dito tudo o que disse. O governo anunciou que irá gastar 500 milhões de reais em publicidade. Acabou a mamata! Que a Veja receba seu justo quinhão.

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Sobre o autor

Ricardo Kertzman é blogueiro, colunista e contestador por natureza. Reza a lenda que, ao nascer, antes mesmo de chorar, reclamou do hospital, brigou com o obstetra e discutiu com a mãe. Seu temperamento impulsivo só não é maior que seu imenso bom coração.


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