O belo Departamento de RH do planalto

Eu sinceramente gostaria de saber detalhes sobre o Departamento de Recursos Humanos do Palácio do Planalto. Quem são? Como vivem? Do que se alimentam? E, principalmente, como é o processo de seleção para trabalhar no governo federal? Não, não estou pensando em enviar meu currículo. Quero mesmo é descobrir como, entre tantos brasileiros capacitados, essa turma consegue contratar tanta gente ruim.

Parece piada, mas não é. Acredito sinceramente que eles fazem uma lista dos melhores candidatos, os mais preparados, os mais inteligentes. E depois viram a lista de cabeça para baixo, para então começar as sondagens. Prometeram ao País um ministério técnico; em vez disso, recebemos um ministério tétrico.

O caso do último ministro da Educação — que foi sem ter sido — é a mais nova prova do inegável talento que o RH do governo tem para contratar pessoas erradas. Um funcionário bem educado poderia ter avisado delicadamente o senhor Decotelli que mentir no currículo é falta de educação. O presidente Bolsonaro já se gabou que tem um sistema de informação particular que funciona muito bem. Não tenho certeza, mas talvez a checagem de um currículo seja uma tarefa muito complexa para eles. É sempre bom lembrar que o RH do governo já havia dado a sua contribuição para o empobrecimento intelectual do País com a escolha dos dois ministros anteriores, Ricardo Vélez Rodríguez e Abraham Weintraub. Sabemos que serão apenas rodapés esquecidos nos livros de história, se muito, mas o estrago que fizeram dentro e fora das salas de aula afetará o País por muito tempo. Decotelli é, no máximo, apenas mais um personagem a esquecer.

Esse talento (ao contrário) para contratações não acontece apenas na Educação. Nunca na história desse País foi tão essencial ter um ministro da Saúde competente. O atual parece conhecer tanto a sua pasta quanto eu entendo de física astroquântica (não entendo nada). Entre os nomes dos quais já nos livramos, meu favorito foi o secretário da Cultura que achava que era o nazista Joseph Goebbels. Inesquecível. O RH do governo criou um critério de contratação bastante original: quanto mais o candidato entende do assunto, maior será a chance de ser descartado; quanto menor for sua noção sobre o tema, mais alto será o seu cargo. Vejam o presidente da Embratur, por exemplo. Sua fluência em inglês deixaria Joel Santana envergonhado. Seu currículo, no entanto, tinha um elemento essencial para o cargo: ele sabe tocar sanfona.

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Prometeram ao País um ministério técnico. Em vez disso, recebemos um ministério tétrico

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