O Amor nos tempos do vírus

O medo é o maior inimigo do amor, maior que a traição e o desinteresse, maior que o tempo e que a morte. A forma como o medo do vírus Covid-19 está se alastrando pelo mundo, não vai apenas roubar nossa saúde e matar vidas como qualquer nova doença que de vez em quando aparece. Se nos deixarmos tomar pelo pânico, este novo medo nos vai roubar também a alegria de viver e a nossa capacidade de amar. Essa é a verdadeira pandemia.

Não beije, não abrace, não cumprimente, não se encontre, não saia de casa, não viaje… Não respire, enfim, não viva! Na Europa o medo já se instalou por toda a parte e, ao contrário da China, onde o governo tem capacidade de decisão rápida e musculatura para desenvolver a estrutura capaz de conter o coronavirus, nos países europeus não estão conseguindo travar a contaminação. A Itália fechou e outros países em breve seguirão esse caminho. Mas o sentido da pandemia — de oriente para ocidente — transporta uma oportunidade de conhecimento para o Brasil e para a América do Sul. A gente pode escolher o amor em vez do medo.

Na semana passada escrevi sobre o vírus e nesta semana escrevo de novo. Agora não sobre a estatística, que continua a ser a mesma, mas sobre hermenêutica e holística. Porque o todo é sempre maior que a soma das partes (holística) e nenhuma notícia solitária tem o poder de nos fazer mudar de atitude (hermenêutica). É preciso compreender o “todo” antes das “partes” e o poder reduzido de cada “parte” em separado. Esse é o mesmo exercício do amor.

O filósofo grego Sócrates disse que a única coisa pior que a ignorância é a ilusão do conhecimento. Há muitas doenças que matam, muito mais do que esta, mas hoje nenhuma é tão perigosa como o Covid-19, porque ela não mata apenas a vida, ela tem o poder de matar a alegria e o amor, porque vem associada ao medo. Ser ou não ser é de novo a questão. Ter ou não ter medo. Viver ou não viver.

O medo se torna exponencial no pânico quando viaja associado a este temor coletivo e múltiplo que sempre se baseia na crença mais frágil do ser humano: o medo de morrer. Esse medo que bate à nossa porta, em cada nova notícia, é o preço a pagar pelo acesso global ao conhecimento nesta sociedade hiperconectada em que vivemos.

É por isso que a estatística não chega para nos proteger. Nem a ciência positiva, nem luvas, nem máscaras, nem o isolamento. Porque o que a pandemia do vírus Covid-19 traz à espécie humana — não é uma praga dos tempos modernos, nem um novo desafio científico – é fundamentalmente uma oportunidade de redenção. Como nunca, vamos precisar do Amor.medo é o maior inimigo do amor, maior que a traição e o desinteresse, maior que o tempo e que a morte. A forma como o medo do vírus Covid-19 está se alastrando pelo mundo, não vai apenas roubar nossa saúde e matar vidas como qualquer nova doença que de vez em quando aparece. Se nos deixarmos tomar pelo pânico, este novo medo nos vai roubar também a alegria de viver e a nossa capacidade de amar. Essa é a verdadeira pandemia.

Não beije, não abrace, não cumprimente, não se encontre, não saia de casa, não viaje… Não respire, enfim, não viva! Na Europa o medo já se instalou por toda a parte e, ao contrário da China, onde o governo tem capacidade de decisão rápida e musculatura para desenvolver a estrutura capaz de conter o coronavirus, nos países europeus não estão conseguindo travar a contaminação. A Itália fechou e outros países em breve seguirão esse caminho. Mas o sentido da pandemia — de oriente para ocidente — transporta uma oportunidade de conhecimento para o Brasil e para a América do Sul. A gente pode escolher o amor em vez do medo.

Na semana passada escrevi sobre o vírus e nesta semana escrevo de novo. Agora não sobre a estatística, que continua a ser a mesma, mas sobre hermenêutica e holística. Porque o todo é sempre maior que a soma das partes (holística) e nenhuma notícia solitária tem o poder de nos fazer mudar de atitude (hermenêutica). É preciso compreender o “todo” antes das “partes” e o poder reduzido de cada “parte” em separado. Esse é o mesmo exercício do amor.

O filósofo grego Sócrates disse que a única coisa pior que a ignorância é a ilusão do conhecimento. Há muitas doenças que matam, muito mais do que esta, mas hoje nenhuma é tão perigosa como o Covid-19, porque ela não mata apenas a vida, ela tem o poder de matar a alegria e o amor, porque vem associada ao medo. Ser ou não ser é de novo a questão. Ter ou não ter medo. Viver ou não viver.

O medo se torna exponencial no pânico quando viaja associado a este temor coletivo e múltiplo que sempre se baseia na crença mais frágil do ser humano: o medo de morrer. Esse medo que bate à nossa porta, em cada nova notícia, é o preço a pagar pelo acesso global ao conhecimento nesta sociedade hiperconectada em que vivemos.

É por isso que a estatística não chega para nos proteger. Nem a ciência positiva, nem luvas, nem máscaras, nem o isolamento. Porque o que a pandemia do vírus Covid-19 traz à espécie humana — não é uma praga dos tempos modernos, nem um novo desafio científico – é fundamentalmente uma oportunidade de redenção. Como nunca, vamos precisar do Amor.

A humanidade passa por seu maior teste nesse momento trágico de coronavirus. Vamos ter que reforçar nossa capacidade de afeto para sobreviver


Sobre o autor

José Manuel Diogo é autor, colunista, empreendedor e key note speaker; especialista internacional em media intelligence,  gestão de informações, comunicação estratégica e lobby. Diretor do Global Media Group e membro do Observatório Político Português e da Câmara de Comércio e Indústria Luso Brasileira. Colunista regular na imprensa portuguesa há mais de 15 anos, mantém coluna no Jornal de Notícias e no Diário de Coimbra. É ainda autor do blog espumadosdias.com. Pai de dois filhos, vive sempre com um pé em cada lado do oceano Atlântico, entre São Paulo e Lisboa, Luanda, Londres e Amsterdã.


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