LOS ANGELES, 5 JAN (ANSA) – O longa “O Agente Secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho e estrelado por Wagner Moura, faturou na noite do último domingo (4) o prêmio de Melhor Filme Internacional da edição 2026 do Critics Choice Awards.
A obra, aclamada no Festival de Cannes e tida como potencial candidata ao Oscar de Melhor Filme Internacional, derrotou “Foi apenas um acidente”, “A Garota canhota”, “No other choice”, “Sirat” e “Belén: Uma História de Injustiça”.
O anúncio foi feito antes do início oficial da cerimônia, em Santa Mônica, na Califórnia, de forma aleatória no tapete vermelho, e pegou a equipe do filme brasileiro de surpresa. O momento, inclusive, foi criticado nas redes sociais pela maneira como Mendonça tomou conhecimento do triunfo.
“O Agente Secreto” é ambientado nos anos 1970 e narra a história de um professor universitário, interpretado pelo ator Wagner Moura, que retorna ao Recife para reencontrar o filho caçula, apesar do risco que corre em plena ditadura militar.
Neste ano, o Critics Choice Awards teve como grande vencedor da noite o longa “Uma Batalha Após a Outra”, thriller de Paul Thomas Anderson para a Warner Bros., que foi eleito o melhor filme.
Além do prêmio principal, a obra conquistou melhor direção e melhor roteiro adaptado. Ao receber o troféu, Anderson destacou o trabalho coletivo da equipe e homenageou o assistente de direção Adam Somner, seu colaborador desde Sangue Negro (2007), falecido no fim de 2024.
Na categoria Melhor Ator, Timothée Chalamet levou o prêmio por sua atuação em “Marty Supreme”, de Josh Safdie. Em um discurso emocionado, o ator agradeceu o reconhecimento e dedicou a vitória à namorada, Kylie Jenner. Chalamet superou concorrentes como Leonardo DiCaprio, Michael B. Jordan, Joel Edgerton, Wagner Moura e Ethan Hawke.
O prêmio de Melhor Atriz foi para a irlandesa Jessie Buckley, por “Hamnet”, de Chloé Zhao, filme no qual interpreta a esposa de William Shakespeare, vivido por Paul Mescal. Buckley exaltou a parceria com a diretora, vencedora do Oscar por Nomadland.
Entre os coadjuvantes, Amy Madigan venceu por “A Hora do Mal”, enquanto Jacob Elordi surpreendeu ao ganhar na categoria masculina por “Frankenstein”, adaptação de Guillermo del Toro para a Netflix, que também levou prêmios técnicos de Figurino, Maquiagem e Direção de Arte.
Outro destaque foi “Pecadores”, drama de época dirigido por Ryan Coogler, que conquistou quatro prêmios, incluindo Trilha Sonora Original, Roteiro Original, Jovem Ator (para Miles Caton) e Direção de Elenco ? categoria que estreia também no próximo Oscar. Já “Guerreiras do K-Pop” (Netflix) venceu como Melhor Animação e pela canção “Golden”.
“F1”, estrelado por Brad Pitt, venceu em Som e Edição, enquanto “Corra que a Polícia Vem Aí!” foi eleito a Melhor Comédia.
Na televisão, os prêmios confirmaram o favoritismo visto no Emmy. “The Pitt” (HBO Max) venceu como Melhor Série Dramática, com prêmios de atuação para Noah Wyle e Katherine LaNasa. “The Studio” (Apple) dominou a comédia, com vitórias para Seth Rogen e Ike Barinholtz. Jean Smart ganhou mais um troféu por “Hacks”, enquanto “Adolescência” (Netflix) foi eleita a Melhor Minissérie.
A premiação é organizada pela maior associação de críticos de cinema e televisão dos Estados Unidos e do Canadá e representa a opinião de críticos e jornalistas especializados. Além disso, é considerada um termômetro para o Oscar, tendo em vista que a maioria de seus indicados e vencedores tradicionalmente preveem boa parte das preferências da Academia. (ANSA).