O Brasil é o país com a maior proporção de advogados por habitante do mundo. Ao todo cerca, de 1,3 milhão de advogados exercem regularmente, segundo o IBGE. Proporcionalmente, há um advogado para 164 brasileiros residentes no país.
“Enquanto existir sociedade (seres humanos), haverá o conflito. E, onde há conflito, existe a necessidade da presença do advogado. A nossa Constituição diz isso ao afirmar que o advogado é indispensável à administração da justiça“, diz Reinalds Klemps, advogado criminalista e sócio fundador da RK Advocacia Criminal, escritório especializado em crimes contra o patrimônio.
Em recente entrevista à ISTOÉ, ele comentou o caso de Mônica Iozzi, que diz ter sido vítima de agressão por parte de um ex-namorado. Em outra reportagem, ele alertou foliões sobre o golpe da troca de cartão durante o Carnaval.
O papel do advogado criminalista
O Direito Penal, juntamente com a atuação da Advocacia Criminal, é o segmento do Direito que se dedica a defender pessoas acusadas e investigadas por algum possível crime a elas imputado.
O papel do advogado criminalista ampara uma defesa justa e com os devidos resguardos à legislação vigente. Com isso, muitos profissionais garantem que se sentem atraídos, não somente pela boa remuneração, mas também pelas emoções e vivências únicas dessa profissão, que é repleta de imprevisibilidades.
Para Klemps, é justo “dar voz aos que mais necessitam” e fazer com que “o cliente se sinta seguro de que o seu caso está sendo conduzido com máximo cuidado e profissionalismo”. Para ele, os pilares indispensáveis são a vida, a liberdade e a justiça.
“Baseado nesses pilares, defendo o lema ‘na linha de frente da defesa’. Vivo uma luta incansável para transformar a injustiça em justiça”, diz.
“O que muitos ainda não entendem é que o advogado criminalista não defende o crime supostamente cometido pelo seu cliente, mas, sim, os seus direitos assegurados constitucionalmente a todas as pessoas acusadas em um devido processo legal”, acrescenta o advogado.
Reinalds enfatiza ainda que o criminalista deve oferecer sempre a melhor defesa técnica, independentemente de suas crenças, critérios e percepções sociais de conduta. “O cliente responde pela culpa legal. Quanto ao dever moral, não cabe ao advogado analisar”, opina.
Apesar de reconhecido pela atuação em casos de grande repercussão, o especialista também desempenha um trabalho constante com famílias em situação de vulnerabilidade social, que não possuem renda suficiente para arcar com honorários advocatícios.
“O homem que faz mais do que ele é pago, em breve, será pago por mais do que ele faz”, reflete.