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NY fecha acordo com três distribuidoras de opioides por US $ 1,18 bilhão

NY fecha acordo com três distribuidoras de opioides por US $ 1,18 bilhão

Acordo - AFP/Arquivos


O estado de Nova York anunciou nesta terça-feira (20) um novo acordo amigável de US$ 1,18 bilhão com três grandes distribuidores de drogas dos Estados Unidos acusados de contribuir para a crise de opioides, um possível precedente para um acordo nacional ainda maior que seria anunciado esta semana.

O acordo foi anunciado pela procuradora-geral Letitia James com os distribuidores McKesson, Cardinal Health e Amerisource Bergen, e permite que eles se retirem do julgamento de que são alvo em Long Island.

O promotor já havia anunciado em junho um acordo com a Johnson & Johnson de 230 milhões de dólares que também permitia a esta empresa evitar um julgamento em Long Island.

Esses acordos podem se tornar a base para um compromisso nacional ainda maior em negociação desde outubro de 2019, que encerraria centenas de ações judiciais contra as três distribuidoras e a J&J iniciadas por vários estados em todo o país e comunidades locais.

Segundo fontes anônimas citadas pela imprensa americana, esse grande acordo nacional poderia chegar a 26 bilhões de dólares: as três distribuidoras desembolsariam US$ 21 bilhões em 18 anos e a J&J, US$ 5 bilhões em nove anos.

Seria a transação mais cara da história para a indústria farmacêutica. Mas, em sua maior parte, o investimento compensaria os enormes custos sociais da crise que afeta até os locais mais remotos dos Estados Unidos.

– Overdose –

Sem mencionar o valor, os advogados dos estados responsáveis pelas negociações confirmaram nesta terça-feira que um acordo nacional pode ser fechado.

“Estamos otimistas de que os termos de um acordo possam ser publicados nos próximos dias”, disseram em comunicado.

A promoção agressiva de analgésicos altamente viciantes desde meados da década de 1990 é considerada por muitos como o gatilho para a crise de opioides, que levou a mais de 500.000 mortes por overdose nos últimos 20 anos nos Estados Unidos.

Todas as partes da rede de distribuição – grandes laboratórios como Purdue, J&J, Teva, Allergan ou Endo, os principais distribuidores, redes de farmácias e médicos – são alvos de ações judiciais, acusadas de banalizar medicamentos antes reservados ao tratamento de doenças mais graves.

À medida que se viciavam nesses opiáceos prescritos, muitos pacientes mais tarde começaram a usar poderosos derivados ilícitos, como heroína ou fentanil, a causa de muitas overdoses.

A epidemia piorou durante a pandemia de coronavírus: mais de 93.000 pessoas morreram de overdoses ligadas principalmente a opiáceos em 2020, de acordo com estatísticas divulgadas na última quarta-feira.



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