Nvidia vai ao infinito e além com 'chip espacial'

Coluna: André Cardozo

Coluna que cobre temas como cloud computing, Inteligência Artificial e outras tendências do mundo da tecnologia. Editada por André Cardozo, jornalista com mais de 20 anos de experiência na cobertura de tecnologia

Nvidia vai ao infinito e além com ‘chip espacial’

Processador Space-1 poderá rodar em datacenters que forem construídos para funcionar ao redor da Terra

Nvidia vai ao infinito e além com 'chip espacial'

Montar datacenters no espaço pode ser uma ideia genial e ambiciosa, ou só mais uma maluquice de Elon Musk, dependendo de quem responde. De todo modo, a Nvidia já está se preparando para atender a essa necessidade. A empresa anunciou durante sua conferência anual GTC o processador Space-1 Vera Rubin, um chip para IA que pode ser usado em datacenters que ficariam na órbita terrestre.

Segundo a companhia, o Space-1 tem 25 vezes o poder computacional do chip H100 e foi projetado para uso em equipamentos como radares, foguetes, satélites e também futuros datacenters espaciais. Aqui, vale relembrar o óbvio e notar que foguetes e satélites já usam chips e outros equipamentos eletrônicos há décadas. A novidade seria o uso em escala de chips como o Space-1 em datacenters espaciais.

Copo cheio

Elon Musk é um forte defensor desta solução. Segundo ele, os datacenters espaciais, abastecidos por energia solar, seriam uma forma de aliviar o consumo de recursos naturais da Terra e garantir a expansão da infraestrutura de IA. Além de Musk, outras big techs também já pensam na ideia. O Google revelou há algumas semanas o projeto Suncatcher, ainda em fase de pesquisa. A própria Nvidia lançou ao espaço no fim do ano passado um chip H100, em parceria com a startup Starcloud.

Copo vazio

Por outro lado, especialistas do setor apontam uma tonelada de obstáculos para realizar este tipo de projeto. Eles variam desde a implementação de conexões de dados ultrarrápidas necessárias para um datacenter até as dificuldades de refrigeração dos chips no espaço.
Há ainda questões mais práticas, como a viabilidade econômica de projetos deste tipo e desafios de manutenção. Afinal, se alguma coisa quebrar lá em cima, quem vai lá consertar?