Montar datacenters no espaço pode ser uma ideia genial e ambiciosa, ou só mais uma maluquice de Elon Musk, dependendo de quem responde. De todo modo, a Nvidia já está se preparando para atender a essa necessidade. A empresa anunciou durante sua conferência anual GTC o processador Space-1 Vera Rubin, um chip para IA que pode ser usado em datacenters que ficariam na órbita terrestre.
Segundo a companhia, o Space-1 tem 25 vezes o poder computacional do chip H100 e foi projetado para uso em equipamentos como radares, foguetes, satélites e também futuros datacenters espaciais. Aqui, vale relembrar o óbvio e notar que foguetes e satélites já usam chips e outros equipamentos eletrônicos há décadas. A novidade seria o uso em escala de chips como o Space-1 em datacenters espaciais.
Copo cheio
Elon Musk é um forte defensor desta solução. Segundo ele, os datacenters espaciais, abastecidos por energia solar, seriam uma forma de aliviar o consumo de recursos naturais da Terra e garantir a expansão da infraestrutura de IA. Além de Musk, outras big techs também já pensam na ideia. O Google revelou há algumas semanas o projeto Suncatcher, ainda em fase de pesquisa. A própria Nvidia lançou ao espaço no fim do ano passado um chip H100, em parceria com a startup Starcloud.
Copo vazio
Por outro lado, especialistas do setor apontam uma tonelada de obstáculos para realizar este tipo de projeto. Eles variam desde a implementação de conexões de dados ultrarrápidas necessárias para um datacenter até as dificuldades de refrigeração dos chips no espaço.
Há ainda questões mais práticas, como a viabilidade econômica de projetos deste tipo e desafios de manutenção. Afinal, se alguma coisa quebrar lá em cima, quem vai lá consertar?