Nunes chama Simone Tebet de ‘marionete’ de Lula após ministra trocar MDB pelo PSB

Prefeito reage à articulação para candidatura ao Senado e questiona vínculo político da ministra com o estado

Ricardo Nunes
Foto: Reprodução/Redes Sociais

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), criticou a decisão da ministra do Planejamento, Simone Tebet, de trocar o MDB pelo PSB para disputar uma vaga no Senado por São Paulo. De acordo com o prefeito, afirmou que a ministra estaria alinhada aos interesses do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a classificando como “marionete” do petista no estado..

“Nunca imaginei que uma pessoa da envergadura dela aceitaria ser marionete de Lula aqui”, disse Nunes, ao UOL.

O chefe do Edifício Matarazzo também reforçou a tese de aliados do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) de que a ministra é uma “forasteira” no estado. Ele rebateu as declarações dadas pelo ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), que defendeu Tebet ao dizer que ela “tem mais raízes que Tarcísio em São Paulo”.

Para Nunes, a trajetória política da ministra está ligada ao Mato Grosso do Sul, onde foi prefeita e senadora, além de herdar o capital político do pai, Ramez Tebet. Ele também afirmou que a decisão representa um abandono da base eleitoral original.

Simone Tebet

Simone Tebet é pré-candidata ao Senado por São Paulo; filiação dela ao PSB será na sexta-feira, 27, em evento na Alesp

A ministra tem defendido a mudança e afirmado que o estado teve papel relevante em sua trajetória recente, especialmente na eleição presidencial de 2022. A mudança de partido é tratada como parte de uma articulação para viabilizar a candidatura de Tebet ao Senado por São Paulo em 2026. A filiação ao PSB deve ser oficializada nos próximos dias, em movimento que aproxima a ministra do grupo político ligado ao Palácio do Planalto.

A tendência é que Tebet integre uma chapa encabeçada por Haddad, que desponta como possível candidato ao governo paulista. O reposicionamento inclui ainda a transferência de domicílio eleitoral para São Paulo, movimento visto como estratégico dentro da base governista. Como mostrou a ISTOÉ, a chegada da ministra no estado ainda é visto como uma manobra para alavancar a candidatura de Haddad ao governo paulista entre os eleitores de centro.