Número de mortos no Irã chega a 12 mil, diz TV de oposição

Governo, porém, fala em 2 mil mortos

Número de mortos no Irã chega a 12 mil, diz TV de oposição

O número de mortos na repressão a manifestações populares contra o regime dos aiatolás no Irã pode chegar a 12 mil, informou nesta terça-feira (13) um canal de TV de oposição sediado em Londres, no Reino Unido.

A estimativa da emissora Iran International se baseia em uma “análise de fontes e dados médicos”, incluindo um informante próximo ao Conselho Supremo de Segurança Nacional. “É o maior massacre da história contemporânea do Irã, ocorrido em grande parte nas noites de 8 e 9 de janeiro”, diz o canal.

O balanço de vítimas na revolta, no entanto, ainda é cercado de incertezas. Um funcionário iraniano afirmou à agência Reuters que 2 mil óbitos foram contabilizados nos protestos deflagrados em 28 de dezembro, atribuindo as mortes de civis e agentes das forças de segurança a “terroristas”.

O Irã enfrenta um blecaute nos serviços de internet há mais de quatro dias, o que dificulta a troca de informações com o exterior. Apesar disso, chegaram às redes sociais vídeos que mostram centenas de corpos espalhados no necrotério de Kahrizak, no sul de Teerã, muitos deles jogados no chão enquanto cidadãos abrem saco por saco para encontrar seus entes queridos.

Trata-se, até o momento, da principal prova dos massacres contra manifestantes no Irã. A revolta popular foi deflagrada no fim de 2025, motivada pela crise econômica e pela disparada da inflação, mas logo abarcou toda a insatisfação contra um sistema teocrático que governa o Irã desde a Revolução Islâmica de 1979.