Número de mortos em motim carcerário no Equador sobe para ‘mais de 100’

Número de mortos em motim carcerário no Equador sobe para 'mais de 100'

Um motim registrado na terça-feira em um presídio no Equador, cujo sistema penitenciário está em crise pela superlotação e a violência, deixou “mais de 100” detentos mortos e 52 feridos, informou nesta quarta (29) o órgão governamental encarregado das prisões (SNAI).

“O @SNAI_Ec informa que até o momento confirmam-se mais de 100 #PPL (pessoas privadas de liberdade) falecidas e 52 feridos, durante os incidentes registrados nesta terça-feira” na prisão Guayas 1, da cidade portuária de Guayaquil (sudoeste), informou a entidade pelo Twitter.

O SNAI acrescentou que a polícia e o Ministério Público “continuam levantado informação” na prisão.

A rebelião de terça-feira já se transformou na mais mortífera do país neste ano. Em fevereiro, quatro rebeliões simultâneas em diferentes presídios de três cidades equatorianas tiveram como saldo a morte de 79 detentos, entre eles vários decapitados. Em julho, outros dois motins deixaram dezenas de mortos.

Diante dessa situação, o presidente Guillermo Lasso anunciou no Twitter que estava decretando o estado de exceção em todo o sistema carcerário nacional.

O chefe de Estado assinalou que liderará em Guayaquil um comitê de segurança para controlar a “emergência, garantindo [o respeito a] os direitos humanos de todos os envolvidos”.

O estado de exceção permite ao Poder Executivo suspender direitos e usar a força pública para restabelecer a normalidade.

As rebeliões agravaram a crise penitenciária no Equador, causada pelos confrontos entre organizações criminosas vinculadas aos cartéis mexicanos de Sinaloa e Jalisco Nova Geração.