HONG KONG, 30 NOV (ANSA) – Subiu para 146 o número de mortes no incêndio que devastou um condomínio de edifícios residenciais em Hong Kong, porém o balanço da tragédia ainda pode se agravar.
“Não podemos excluir que haja mais vítimas”, disse o porta-voz da polícia local, Tsang Shuk-yin, enquanto equipes de resgate vêm expandindo a área de buscas pelos andares mais altos dos prédios, que antes estavam inacessíveis devido às chamas e aos escombros.
Dos 146 corpos recuperados, 54 ainda não foram identificados, e 40 pessoas estão desaparecidas. Já o Departamento de Habitação de Hong Kong afirmou que inspecionou seis dos oito blocos do condomínio e não encontrou “perigo imediato” para suas estruturas.
As autoridades também criaram uma força-tarefa multidisciplinar para investigar a causa do incêndio, e o órgão anticorrupção da cidade prendeu 11 pessoas por suspeita de ligação com a tragédia, três das quais podem responder por homicídio culposo.
Em meio à comoção pelo desastre, milhares de indivíduos se reuniram neste domingo (30) em um pequeno parque ao lado do conjunto residencial carbonizado para homenagear as vítimas do incêndio residencial mais mortal do mundo desde 1980.
A fila de pessoas, muitas vestidas com cores escuras e carregando flores, estendia-se por mais de 1,2 quilômetro, segundo a agência AFP.
As chamas foram deflagradas na tarde de quarta-feira (26), possivelmente nas redes de proteção que cobriam as obras de reforma do conjunto, e, segundo investigadores, se espalharam rapidamente devido à presença de andaimes de bambu utilizados tradicionalmente em Hong Kong. (ANSA).