Número de italianos feridos em tragédia na Suíça sobe para 14

CRANS-MONTANA, 3 JAN (ANSA) – O embaixador italiano na Suíça, Gian Lorenzo Cornado, informou neste sábado (3) que o número de cidadãos do país feridos no incêndio no bar Le Constellation, em Crans-Montana, subiu para pelo menos 14, enquanto seis seguem desaparecidos.   

O número total de vítimas da tragédia, atualizado pelas autoridades suíças, é de 121 feridos, cinco dos quais ainda não identificados, e 40 mortos, sendo que quatro já foram reconhecidos e entregues às suas famílias. As vítimas fatais identificadas, contudo, são todas naturais da Suíça e têm entre 16 e 21 anos de idade.   

“Os procedimentos de identificação continuarão e serão concluídos, em sua maioria, entre hoje e amanhã, enquanto a identificação de algumas vítimas levará mais tempo”, comentou o diplomata.   

Após se reunir com cerca de 30 famílias italianas das vítimas do incêndio, o vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, disponibilizou seu contato para que os parentes obtenham informações sobre o processo de identificação.   

“As famílias pedem notícias o mais rápido possível, e colocamos nossos concidadãos à disposição. Pedi que me ligassem diretamente e dei meu número de celular para que também possam obter informações diretamente de mim”, comentou o chanceler.   

Tajani acrescentou que um voo estatal com um C-130 já está de prontidão para entrar em ação caso a Itália registre novas vítimas.   

“A Suíça já identificou seis corpos, mas nenhum deles é de cidadãos italianos. As autoridades entraram em contato com as famílias dos desaparecidos ou feridos para obter mais informações. Se houver vítimas, estamos prontos para organizar um voo estatal. No entanto, estamos aguardando a confirmação de possíveis vítimas italianas, o que não podemos descartar”, acrescentou Tajani.   

Um italiano identificado como Giuliano Biasini, de 49 anos, natural de Piedimonte San Germano, foi localizado e não está mais entre os desaparecidos em Crans-Montana. O homem havia sido inicialmente dado como desaparecido após o incêndio ocorrido na véspera de Ano-Novo, mas passa bem e não estava no restaurante no momento da tragédia.   

Béatrice Pilloud, procuradora-geral do cantão de Valais, disse em entrevista à emissora suíça RTS que não há acusações criminais nem ninguém sob investigação pelo incêndio no bar, ao menos por enquanto. Ela também confirmou a existência de uma saída de emergência no estabelecimento.   

Ainda segundo a promotora, os proprietários do espaço, os franceses Jacques e Jessica Moretti, “foram interrogados e informados dos fatos, e nenhuma medida coercitiva pode ser tomada contra eles, pois são considerados inocentes”.   

“Se um laudo pericial indicar claramente que uma ou mais pessoas cometeram erros, as acusações podem variar de homicídio culposo a incêndio criminoso por negligência”, afirmou.   

Pilloud não descartou que o incêndio na boate possa ter sido causado por velas pirotécnicas colocadas na tampa de garrafas de champanhe durante as celebrações. As autoridades, contudo, também querem analisar se a espuma de absorção acústica no teto do local estava posicionada corretamente naquela área. (ANSA).