NOVA YORK, 4 FEV (ANSA) – Novos arquivos do caso envolvendo Jeffrey Epstein, divulgados pelo Departamento de Justiça do governo dos Estados Unidos, mostram que o bilionário afirmou ter conhecido “pessoas realmente más”, mas “nenhuma pior do que Donald Trump”.
Epstein, um agressor sexual que manteve por anos uma relação próxima com o presidente norte-americano, morreu na prisão em 2019, enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual de menores. Na ocasião, a morte foi declarada suicídio.
“Lembro-me de ter dito que conheci pessoas realmente más, mas nenhuma pior do que Trump. Não há uma célula decente em seu corpo. Então, sim, ele é perigoso”, afirmou Epstein em uma troca de e-mails com o ex-secretário do tesouro Larry Summers, segundo divulgado pelo jornal Telegraph na última terça-feira (3).
Segundo a reportagem, as mensagens, contidas nos documentos sobre o caso Epstein divulgados pelo Departamento de Justiça, datam de fevereiro de 2017.
A nova revelação reacendeu o debate sobre a rede de relações do financista. Entre os novos nomes mencionados nos arquivos está o do fundador da Microsoft, Bill Gates, que, segundo a ex-esposa, Melinda French Gates, deve explicações públicas.
Em declarações publicadas pelo Daily Mail, French Gates afirmou que as revelações são “de partir o coração” e disse sentir profunda empatia pelas vítimas.
“Lembro-me de ter a idade daquelas meninas, lembro-me das minhas próprias filhas nessa idade. É pessoalmente difícil para mim cada vez que detalhes vêm à tona. Eles trazem de volta momentos muito, muito dolorosos do meu casamento”, afirmou.
Questionada sobre como se sentiu ao ler os detalhes recentes envolvendo seu ex-marido, Melinda respondeu de forma direta: “Tristeza, uma tristeza incrível”.
De acordo com os arquivos mais recentes tornados públicos sobre Epstein, Gates teria contraído uma doença venérea após relações sexuais com mulheres russas.
Herança Epstein – Os documentos também revelaram detalhes sobre o destino da fortuna de Epstein. Segundo o The New York Times, dois dias antes de morrer, o financista assinou um documento destinando a maior parte de seus bens ? estimados em cerca de US$ 100 milhões ? à então namorada, Karyna Shuliak.
O texto, conhecido como “Fundo Fiduciário de 1953”, em referência ao ano de nascimento de Epstein, indica ainda que ele considerava se casar com Shuliak e planejava presenteá-la com um diamante de 33 quilates. O documento nomeia outras 40 pessoas como possíveis beneficiárias. (ANSA).