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Novo tratamento contra a tendinite

Dores nas mãos, nos ombros, nos joelhos. Lesões por esforços repetitivos, por conta do esporte, da ginástica. Não importa a idade, a profissão, o sexo. Qualquer pessoa está sujeita a sofrer com esses incômodos. E o que vem em seguida é uma maratona de médicos e exames até encontrar o tratamento correto. A boa notícia é que uma técnica inovadora – realizada com o ultrassom – vem mudando o jeito de abordar e tratar esses e muitos outros problemas reumatológicos.

Desenvolvido em alguns países da Europa, o método foi trazido ao Brasil pela reumatologista Karine Luz. E o princípio é bem simples: “Depois do exame físico, faço o ultrassom na própria clínica para confirmar o diagnóstico. Os diversos planos de imagem permitem ver o que está acontecendo com o paciente”, diz a médica. Desta maneira, a especialista pode detectar anormalidades, inflamações, reumatismo, gota, espondilite anquilosante, síndrome de sjogren, entre outros problemas. Mas não para aí. O tratamento pode ser realizado no momento do diagnóstico e com ajuda do mesmo ultrassom. A imagem guia a médica na aplicação de medicamentos, fazendo com que o alvo da lesão seja atingido com precisão.

A empresária Ana Montenegro, 45 anos, sofria havia 2 anos com uma tendinite nos cotovelos (também chamada de tênis elbow ou cotovelo de tenista). Já tinha tentado fisioterapia, acupuntura, medicamentos anti-inflamatórios. Mas nada adiantou. “Fiquei sabendo do método por um amigo. Ela confirmou o diagnóstico e, pelo ultrassom, injetou o medicamento exatamente na lesão. No dia do tratamento e no seguinte, fiquei com um pouco de dor. Mas agora, dois meses depois, não sinto mais nada e consigo usar o braço normalmente”, diz Ana.

Segundo Karine Rodrigues da Luz, detectar e tratar assim que a dor aparece é importante para que as doenças não se tornem crônicas. “O diagnóstico tardio acontece porque geralmente as pessoas procuram um ortopedista, médico especialista em traumas, lesões ou fraturas. Ou por que esperam as dores se agravarem para procurar ajuda”, diz a médica. “No Brasil existe a cultura popular que associa as doenças reumatológicas aos idosos, mas elas afetam todas as faixas etárias, desde os recém-nascidos”, explica a reumatologista.

Segundo pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde, cerca de 12 milhões de brasileiros sofrem com doenças reumatológicas, que ocupa o segundo lugar no ranking de gastos com auxílio saúde no Brasil. “Em sua progressão, as doenças podem causar incapacidade física e impedir que as pessoas continuem desenvolvendo suas atividades, tenham que se afastar do mercado de trabalho ainda jovens porque não tiveram acesso ao diagnóstico preciso em um estágio em que poderiam obter a cura ou controle” complementa a médica.


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