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Itália registra 11 mortes por coronavírus

Itália registra 11 mortes por coronavírus

Homem de máscara na Galeria Vittorio Emanuele II, no centro de Milão, em 24 de fevereiro de 2020 - AFP

A epidemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2) já matou 11 pessoas na Itália e contaminou pelo menos 322, de acordo com o último balanço divulgado pela Defesa Civil do país.

As quatro vítimas mais recentes são homens de 84 e 91 anos e duas mulheres, uma de 83 e outra de 76. Eles residiam nas cidades de Nembro, San Fiorano, Codogno e Treviso, no norte da Itália. Todos os mortos no país até o momento eram idosos.

“Os idosos são mais frágeis, já vemos isso com a gripe. Podemos protegê-los contra essa última com uma vacina. Como não há vacina para o coronavírus, tem a mortalidade. A única maneira de protegê-los é isolar os focos, como se está fazendo”, disse o diretor do departamento de doenças infecciosas do Instituto Superior da Saúde, Giovanni Rezza.

O Sars-CoV-2 começou a se disseminar na Itália a partir das cidades de Codogno, na província de Lodi, e de Vo’, na província de Pádua. Os municípios ficam, respectivamente, nas regiões da Lombardia e do Vêneto, cujas capitais são Milão e Veneza.

Em poucos dias, o país se tornou o terceiro mais atingido pela epidemia, atrás apenas da China (78 mil casos) e da Coreia do Sul (1,15 mil). O Japão contabiliza 861, mas 691 deles ocorreram dentro do navio de cruzeiro Diamond Princess.

A partir da Itália, o novo coronavírus se espalhou para ao menos cinco nações que até então não haviam registrado casos: as vizinhas Croácia, Áustria e Suíça, além da Argélia e do Brasil, onde um homem recém-retornado de Milão testou positivo para Covid-2019, doença causada pelo Sars-CoV-2, no Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

Além disso, três dos nove casos confirmados na Espanha estão diretamente relacionados à Itália: um casal de italianos de férias em Tenerife e um espanhol que passou recentemente pelo país. (ANSA)