O Ministério Público de Honduras anunciou na sexta-feira que pediu uma ordem de prisão contra outra pessoa acusada pelo assassinato em 2016 da emblemática ambientalista Berta Cáceres.

Cáceres, de 44 anos, foi assassinada em 2 de março de 2016 por homens armados que entraram em sua casa em La Esperanza, oeste do país.

Em dezembro de 2019, sete de oito pessoas foram condenadas a penas de 30 a 50 anos de prisão, também pela tentativa de homicídio do mexicano Gustavo Castro, que acompanhava Cáceres, ferido a balas, mas que sobreviveu.

Em junho de 2020, Roberto David Castillo, presidente da empresa Desarrollos Energéticos S.A. (DESA) foi condenado a 22 anos de prisão.

Segundo a sentença, executivos da DESA mandaram matar Cáceres porque pensaram que assim poderiam seguir com a construção da hidroelétrica no rio Gualcarque, em território indígena.

Ela era coordenadora do Conselho Cívico de Organizações Populares para Indígenas de Honduras (Copinh) e havia sido ameaçada de morte por executivos da DESA por liderar manifestações contra a construção. A ativista foi submetida a medidas cautelares da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH).

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O nome do novo acusado não foi divulgado, mas familiares e o Copinh acusam importantes banqueiros aliados da DESA.

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