Ediçao Da Semana

Nº 2742 - 12/08/22 Leia mais

O Brasil encara a forte Polônia, nesta quinta-feira, na segunda rodada da Liga das Nações, com sentimento de alívio após ganhar da Alemanha. O motivo foi o “batismo” das centrais Diana e Lorena, da ponteira Karina e da oposta Kisy, jovens entre 22 e 23 anos que vestiram a camisa da seleção brasileira de vôlei pela primeira vez. Elas aprovaram a estreia e esperam manter a evolução.

“Foi um momento muito feliz da minha carreira. Sou muito grata pelas oportunidades que recebi da comissão técnica. Representar o Brasil é um dos sonhos da minha carreira, quero realizar meus objetivos e seguir buscando meu espaço”, disse Diana, que fez 11 pontos contra as alemãs. “É um passo de cada vez. A vitória contra a Alemanha foi muito importante, mas agora já temos que virar a chave e pensar na Polônia.”

Responsável por boa sequência de pontos ao passar pelo saque diante da Alemanha, Karina festejou o fato de ter contribuído de alguma maneira e revelou preocupação com o ataque alto e o bloqueio polonês.

“Foi muito legal, eu queria tanto ajudar o time que nem senti a pressão. Meu objetivo era acertar o saque. A experiência foi incrível”, disse Karina. “Estou muito feliz nesse campeonato por tudo que estou vivendo. Agora temos mais um jogo difícil contra a Polônia. Elas têm um estilo de jogo parecido com a Alemanha. Atacam muito alto e têm um bom bloqueio”, avaliou.

Kisy é outra feliz da vida com o crescimento na carreira. A oposta saiu do banco quando o time levava sufoco da Alemanha e contribuiu com 10 pontos. “Fiquei muito feliz. Somos um grupo jovem, unido e em busca de experiência. Cada partida será fundamental na nossa construção como equipe. Aproveitei ao máximo cada um dos momentos que tive em quadra.”

MUITO CUIDADO

O técnico José Roberto Guimarães não quer saber de pressão para cima da jovem equipe brasileira. Ao mesmo tempo, ressalta as qualidades da rival e dá a dica de onde o time deve ter maior atenção.

“A Polônia tem uma das melhores levantadoras do mundo, que é a Wolosz. Elas têm uma expectativa grande nesse ciclo. Além disso, o país será uma das sedes do Campeonato Mundial. É uma equipe que defende bem e tem boa organização em quadra”, analisou. “Vamos precisar ser agressivos no saque e melhorar a nossa relação entre o bloqueio e a defesa para evoluir a transição de jogo.”