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Novas regras anti-Covid no R. Unido durarão 6 meses, diz Johnson

LONDRES, 22 SET (ANSA) – O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, apresentou ao Parlamento nesta terça-feira (22) as novas regras para tentar controlar a disseminação do novo coronavírus (Sars-CoV-2) após sucessivas altas nos números de contágios e de internações hospitalares. Elas deverão permanecer em vigor por até seis meses.   

Entre as novas regras, está o limite de horário de funcionamento às 22h para bares, restaurantes e pubs de todo o Reino Unido – atualmente, a regra vale apenas para algumas áreas de alta transmissão -, a proibição de mais de 15 convidados em casamentos, a volta do incentivo para que as pessoas trabalhem de suas residências, a obrigação do uso de máscaras em locais em que ainda não é obrigatório (como no caso dos táxis, por exemplo), e a introdução de controles rígidos sobre o máximo de seis pessoas em contatos sociais.   

Também foi renovado o veto para a presença de público em eventos esportivos e proibida a prática de exercícios em grupo de mais de seis pessoas em locais fechados. As medidas já começam a valer na próxima quinta-feira (24) e, no caso das máscaras, quem for flagrado descumprindo a regra pagará 200 euros (R$ 1.272) de multa Johnson ainda informou que enviará, na próxima semana, uma extensão da legislação de emergência aprovada na fase mais aguda da pandemia para tentar controlar o avanço da Covid-19.   

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Para o premier, a situação atual “é um perigoso ponto de retomada” e não apenas pela quantidade de novas infecções, mas pela quantidade de internações hospitalares que “duplicaram” nos últimos dias.   

“Agora é o momento de agir para evitar um lockdown”, acrescentou.   

O líder da oposição, Keir Starmer, aprovou as novas medidas, mas acusou o governo conservador de não ter uma estratégia completa de ação e criticou as falhas nos testes e no rastreamento das pessoas contaminadas. Para Starmer, se o Reino Unido precisar de um novo lockdown total, isso será um sinal de “falência” do Executivo.   

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Assim como ocorreu na maior parte dos países europeus, os números da pandemia voltaram a subir no Reino Unido após a reabertura econômica, que coincidiu com a temporada do verão no continente.   

Desde o início do agosto, os contágios vêm aumentando, mas a partir de setembro, eles voltaram a atingir os níveis de abril e maio, com cerca de três a quatro mil novas contaminações diárias. Além disso, o sistema de saúde voltou a registrar uma elevação no número de internações e de mortes – mas que estão ainda abaixo do ápice da pandemia.   

Até esta terça-feira, de acordo com os dados do Centro Universitário Johns Hopkins, o Reino Unido tem 401.127 casos do novo coronavírus e 41.877 óbitos. O território britânico é o que mais registra falecimentos na Europa em números absolutos.   

(ANSA).   

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