Nova Zelândia rejeita convite de Trump para integrar seu Conselho de Paz

Proposta despertou questionamentos de que possa rivalizar com a ONU

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Donald Trump Foto: REUTERS/Kylie Cooper

A Nova Zelândia recusou nesta sexta-feira (30, data local) o convite para fazer parte do Conselho de Paz criado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, somando-se assim a uma pequena lista de países que descartaram abertamente essa proposta. Trump apresentou essa iniciativa na semana passada no Fórum Econômico Mundial de Davos.

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Embora, em um princípio, seu objetivo fosse supervisionar a reconstrução de Gaza, sua carta fundacional não parece limitar o seu trabalho ao território palestino, o que despertou questionamentos de que possa rivalizar com a ONU. Embora muitos Estados tenham expressado reservas quanto à oferta do magnata republicano, apenas um número pequeno de países, entre eles França, Noruega e Croácia, rejeitaram explicitamente os convites.

“A Nova Zelândia não se juntará ao Conselho em seu formato atual, mas seguirá atenta aos acontecimentos”, afirmou o ministro das Relações Exteriores do país da Oceania, Winston Peters, em comunicado. “Diversos países, principalmente da região, prometeram contribuir para o trabalho do Conselho em Gaza, e a Nova Zelândia não ofereceria um valor agregado significativo”, frisou.

Wellington não rechaçou por completo a ideia do Conselho, mas reiterou o seu compromisso com as Nações Unidas. “Consideramos que o Conselho de Paz em Gaza tem um papel a desempenhar que deve ser realizado conforme o disposto na Resolução 2803 do Conselho de Segurança das Nações Unidas”, afirmou Peters. “Trata-se de um novo organismo, e precisamos de clareza a respeito, bem como sobre outras questões relacionadas com seu âmbito de atuação, agora e no futuro”, disse.