Cultura

Nova série brasileira de comédia reflete era dos apps de relacionamento

Os aplicativos de relacionamento oferecem praticidade para o encontro entre pessoas. Basta instalar um app, se cadastrar, ver algumas fotos e preferências, iniciar uma conversa e, talvez, marcar um bate-papo ao vivo. Até certo ponto, tudo sem sair de casa ou precisar se arrumar para flertar na balada.

Essa vida amorosa moderna é a premissa da série Matches, produção brasileira da Warner Channel que estreia nesta terça-feira, 18, às 21h40. O que chama atenção é que a interação que ocorre na ferramenta digital foi materializada para a tela da TV.

Em uma sacada divertida, a série produzida pela Migdal Filmes, com criação de Carolina Castro e Marcelo Andrade, simula ações comuns dos apps de relacionamento. No fundo branco, o perfil da pessoa aparece na tela em um box de informações ao lado do personagem. Para dar match, é só fazer um coração com as mãos. Também com um movimento manual, você “desliza” um perfil para ver os próximos – o que faz a outra pessoa ser “jogada” para o lado.

Todo esse cenário foi pensado e testado em conjunto, inclusive com o elenco. A atriz Juliana Silveira, uma dos protagonistas, contou à reportagem sobre o processo. “Materializar a nuvem, quais símbolos usariam, interpretar de forma que fosse engraçada e verdadeira… foi muito intuitivo e a equipe era redonda e criativa. A gente, no final das contas, acertou.”

A artista interpreta Lara, uma mulher romântica que está em fase de separação do marido. Com certo pudor inicial, ela se arrisca em um aplicativo, o Matches, para conhecer novas pessoas, incentivada pela amiga Mila, que é super mente aberta, vivida por Evelyn Castro.

“A partir do momento que vai desenvolvendo a história, a Lara fica mais livre, vai se permitindo duvidar e experimentar. Vai ter coisas que ela vai curtir e outras não, mas, para experimentar, ela precisa ficar menos maternal”, diz Juliana. A personagem dela tem um filho adolescente, o Lucas (vivido por Samuel Scatiotti), que vai acompanhar e terá de entender essa nova fase da mãe. “Ele que lute, mas mamãe vai dar match”, brinca a atriz.

Mesmo sendo um menino, com possíveis influências machistas, a relação entre mãe e filho será de amizade e companheirismo. “O Lucas conhece bem a mãe, ele é mais maduro do que ela em algumas cenas, faz comentários ótimos em relação à imaturidade do pai com a mãe. Se tiver segunda temporada, tem coisa para explorar nessa relação, de como o filho enxerga a vida independente, de solteira da mãe, experimentando essa tecnologia.”

Realidades diferentes, ponto em comum

Juliana vive uma realidade bem diferente de Lara. Aos 39 anos, a atriz é casada há nove com João Vergara, com quem tem o filho Bento, de oito anos. “O Bento já está na era do Tik Tok, que eu fico enjoada de ver, de tão rápido. Passar mensagem em 15 segundos… eu achava absurdo 140 caracteres!”, conta.

Quanto ao relacionamento amoroso – que vai muito bem, obrigada -, a atriz afirma que, se estivesse a essa altura em uma situação de “solteirice”, também se questionaria se usaria ou não apps de relacionamento. E ela acredita que é uma dúvida comum. “Não só na juventude, mas pessoas mais velhas que estão casadas e terminam o relacionamento entram no dilema de entrar ou não no app.”

Isso vale também para outro protagonista da série, Ricardo, interpretado por João Baldasserini. Recém-separado, desajeitado e com uma vida certinha, ele vai entrar nesse universo dos encontros virtuais motivado pelo amigo malandro Escovão, vivido por Renato Livera. Igual a Lara, de quem se tornará vizinho, ele se rende à ferramenta digital e gera situações tão fracassadas quanto cômicas. É isso que, segundo Juliana, vai fazer o público se identificar com os dois e com os amigos da dupla.

“Todo mundo tem um amigo que usa, que se deu bem, tem histórias boas e não tão boas assim. Isso são situações que geram comédia e a gente sabia que ia dar muito certo”, comenta a atriz. “São quatro universos bem distintos, mas em algum momento convergindo e existe identificação e relação verdadeira entre eles.”

E assim como na vida real, os aplicativos não vão substituir o que há de mais necessário: a relação humana. “Na intimidade mesmo, do que significa se relacionar, a tecnologia não mudou muita coisa. Na hora que começa o relacionamento a longo prazo, questões humanas sempre aparecem”, diz Juliana.

A primeira temporada da série Matches é dividida em dez episódios de 26 minutos, com exibição de episódios duplos todas as terças-feiras.

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