Cultura

Nova presidente do Iphan defende conexão entre patrimônio histórico e o ambiente

Formada em arquitetura e urbanismo com especialização em revitalização urbana e arquitetônica, a nova presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Luciana Rocha Feres, de 48 anos, afirma defender uma conexão “abrangente” entre o patrimônio histórico cultural e o ambiente em que está inserido. “Tem que ter uma visão global, de parceria”, afirmou, em entrevista ao Estado.

Luciana Feres, que substitui Kátia Bogéa, esteve à frente da conquista de um dos mais recentes títulos alcançados pelo País junto à Unesco: o de Patrimônio Cultural da Humanidade, em 2016, para o Conjunto Arquitetônico da Pampulha, em Belo Horizonte, idealizado pelo arquiteto Oscar Niemeyer e inaugurado em 1943.

Apesar de ter revelado a linha central de atuação que pretende adotar à frente do Iphan, a nova chefe do instituto preferiu não dar detalhes sobre o novo trabalho. “Ainda não tomei posse”, argumentou. Na capital mineira, Feres foi coordenadora do Conjunto Arquitetônico da Pampulha e da Comissão Executiva do Programa de Declaração do Conjunto Moderno da Pampulha a Patrimônio Mundial pela Unesco, criado pela prefeitura durante a gestão de Marcio Lacerda, à época no PSB. Feres esteve nos cargos entre 2013 e 2016.

“Foi um processo muito importante, porque agora Belo Horizonte configura na lista de patrimônio mundial. Além do compromisso com gerações futuras, temos ainda incremento no turismo”, apontou. Feres disse ainda que, com o título para o Conjunto Arquitetônico da Pampulha, Minas passou a ter um circuito de patrimônio cultural, que conta também com a cidade histórica de Ouro Preto, o Santuário do Senhor Bom Jesus do Matosinhos, em Congonhas, e o centro histórico de Diamantina.

Depois do trabalho no Complexo Arquitetônico da Pampulha, Feres, nascida em Belo Horizonte, foi gerente de cultura do Serviço Social do Comércio (Sesc) e segue como doutoranda em Ambiente Construído e Patrimônio Sustentável na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Em doutorado “sanduíche”, ficou seis meses como pesquisadora visitante do Programa de Preservação Histórica do Departamento de Arquitetura da Universidade de Massachusetts, nos Estados Unidos.


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A indicação de Feres, por seu perfil técnico, foi vista com alívio por integrantes do setor de cultura e patrimônio histórico, sobretudo depois de indicações recentes do governo do presidente Jair Bolsonaro para superintendências regionais do Iphan. Em Minas, um cinegrafista, Jeyson Dias Cabral da Silva, chegou a ser nomeado para o posto. Sob pressão, acabou pedindo exoneração antes mesmo de tomar posse. Em Goiás, recomendação do Ministério Público Federal (MPF) em outubro pedia para que tornar sem efeito nomeação do advogado Allyson Ribeiro e Silva Cabral. No texto, os procuradores afirmam que o indicado “não tem perfil e formação adequados para o cargo e que a nomeação não atende ao interesse público e à legislação, configurando desvio de finalidade”.

O ex-presidente do Iphan, Ângelo Oswaldo, acredita que Feres tem condições de fazer um bom trabalho no comando do instituto. “É uma indicação que não vejo como política. É uma pessoa qualificada à qual desejo todo sucesso”, disse.

A nomeação de Feres está sendo vista no meio político como decisão pessoal do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, pasta à qual o Iphan está subordinado desde o mês passado. O ministro é de Belo Horizonte. “Ele não quis ficar mal com a cidade”, analisa o representante da cultura com trânsito entre políticos do estado. “O objetivo é não repetir indicações desastrosas feitas anteriormente”, avalia.

Antes de ser transferido para o Ministério do Turismo, o Iphan estava vinculado ao Ministério da Cidadania. Também passaram a fazer parte da pasta comandada por Marcelo Álvaro Antônio a Agência Nacional do Cinema (Ancine), o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), a Fundação Biblioteca Nacional, a Fundação Casa de Rui Barbosa, a Fundação Cultural Palmares e a Fundação Nacional de Artes (Funarte).

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