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Nova e talentosa geração da Noruega pode recolocar o país em uma Copa do Mundo


Imagine ter uma seleção brasileira dos quais três jogadores são filhos de ex-atletas que no passado formaram a geração mais vitoriosa do futebol do país. A incrível coincidência se aplica hoje em dia à Noruega. O frio país do Norte da Europa aguarda a chance de voltar a uma Copa do Mundo confiante no talento de uma equipe liderada por um dos craques mais badalados do momento, o atacante Erling Haaland, do Borussia Dortmund.

Haaland e mais outros dois colegas de seleção podem repetir um feito que a Noruega há anos não consegue. O país ficou 56 anos sem disputar uma Copa e só conseguiu se classificar ao Mundial de 1994, nos Estados Unidos, graças aos pais de três jogadores do elenco atual. Os sobrenomes Haaland, Sorloth e Thorstvedt querem de novo fazer história e recolocar os noruegueses entre as principais seleções do mundo.

Craque do time atual, o atacante do Borussia Dortmund é filho do ex-volante Alf-Inge Haaland. O outro titular no ataque é Alexander Sorloth, do RB Leipzig. O pai dele, Goran Sorloth, também foi centroavante. O terceiro nome é meia Kristian Thorstvedt. O destaque do Genk, da Bélgica, é filho do ex-goleiro Erik Thorstvedt. A nova geração tem menos de 25 anos e mal se lembra da última participação da Noruega em Copas, em 1998, quando o time inclusive derrotou o Brasil por 2 a 1.

O outro grande nome da equipe é o meia Martin Odegaard, de apenas 22 anos. O jogador pertence ao Real Madrid desde os 16 anos de idade e atualmente defende o Arsenal, por empréstimo. Como não poderia deixar de ser, o pai dele também foi jogador. Hans Odegaard não chegou a atuar pela seleção norueguesa, mas hoje é técnico do Sandefjord, onde trabalha com o meia brasileiro Zé Eduardo.

Ao Estadão, Zé Eduardo afirmou que a Noruega se fortaleceu no futebol depois de passar por uma transformação. “O país se abriu e se internacionalizou muito mais. Antes eles eram muito fechados. De uns anos para cá, chegaram treinadores estrangeiros, especialmente espanhóis. O estilo de jogo deixou de ser de bola aérea para ser mais técnico”, explicou.


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Atualmente no Ankaragücü, da Turquia, o goleiro brasileiro Ricardo Friedrich jogou três anos no Bodo/Glimt, da Noruega, e foi testemunha desse crescimento. “Nas escolas, se vê meninos e meninas jogando juntos e campeonatos de ambos os sexos, sem distinção. Eles jogam em qualquer clima, pode estar nevando que se vê crianças pequenas jogando. Em qualquer lugar que se vá tem um campo de grama sintética,” explicou. O goleiro chegou até mesmo a atuar sob temperaturas de -32ºC.

Apesar de o povo norueguês ser em geral mais reservado e comedido, o crescimento da seleção tem empolgado. As comparações entre a geração atual e a vitoriosa equipe dos anos 1990 se tornam inevitáveis na imprensa. Até hoje os noruegueses se lembram com orgulho de que o país é o único a já ter enfrentado o Brasil e jamais ter perdido. Foram quatro jogos com dois empates e duas vitórias norueguesas.

“Eles falam com orgulho (desses jogos com o Brasil) e era muito comum alguém trazer isso à tona todo orgulhoso quando sabia que eu era brasileiro. Mas eles admiram muito o nosso futebol e nossos jogadores”, afirmou Friedrich. “O povo da Noruega tira sarro de brasileiros até hoje”, brincou Zé Eduardo. Apesar de sofrerem um pouco com as brincadeiras, os dois torcem para que a seleção possa se classificar à Copa do Catar.

A Noruega disputou três partidas nas Eliminatórias. Ganhou duas e perdeu a outra. A participação foi marcada por protestos dos jogadores contra as condições dos trabalhadores dos estádios no Catar. “Eu tenho muita confiança e torço que eles vão para a Copa, seria muito importante para popularizar o futebol na Noruega. O grupo atual está muito forte e eles estão focados em ajudar o futebol norueguês a crescer e dar orgulho para o país”, disse Friedrich.

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