O deputado britânico Geoffrey Cox foi acusado, nesta terça-feira (9), de ter exercido um cargo em um paraíso fiscal no Caribe em paralelo a seu mandato, uma nova acusação para seu Partido Conservador, já abalado por um escândalo de favoritismo.
De acordo com o tabloide Daily Mail, o advogado e deputado Geoffrey Cox ganhou cerca de 900.000 libras esterlinas (US$ 1,2 milhão) assessorando o governo das Ilhas Virgens Britânicas, no Caribe. Trabalhou por quase um mês a mais de 6.000 quilômetros de sua circunscrição eleitoral e participou, remotamente, das votações no Parlamento.
A informação surge em um momento de turbulência para o governo conservador, duramente criticado pela oposição e por parte de sua própria bancada majoritária por querer modificar as regras parlamentares para evitar sanções contra um deputado “tory” por suas atividades de “lobby”.
Depois deste escândalo, o primeiro-ministro Boris Johnson também foi criticado por sua ausência em um debate ontem (8) no Parlamento relacionado ao tema.
Geoffrey Cox não comentou as revelações do Daily Mail.
O ministro da Justiça, Dominic Raab, garantiu à rádio Times que as normas que regem outras atividades remuneradas dos deputados são estritas. Segundo ele, sobre caso agora sob os holofotes, este segundo emprego é “legítimo”, já que Cox “entregou corretamente sua declaração de renda”.