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Nova ação é aberta contra Huawei em Nova York por roubo de segredo industrial

Nova ação é aberta contra Huawei em Nova York por roubo de segredo industrial

(Arquivo) Condenada pelas primeiras acusações em janeiro de 2019, a diretora da área financeira da Huawei, Meng Wanzhou, atualmente em prisão domiciliar no Canadá, aparece mais uma vez citada na nova ação, embora não esteja entre os acusados - AFP

A empresa chinesa de telecomunicações Huawei foi alvo nesta quinta-feira (13) perante um tribunal de Nova York de três novas acusações federais por roubar segredos industriais e evitar as sanções americanas contra a Coreia do Norte.

Estas acusações somam-se a outras 13 que a empresa já enfrenta há um ano por fraude bancária e alegada violação das sanções dos Estados Unidos contra o Irã.

Condenada pelas primeiras acusações em janeiro de 2019, a diretora da área financeira da Huawei, Meng Wanzhou, atualmente em prisão domiciliar no Canadá, aparece mais uma vez citada na nova ação, embora não esteja entre os acusados.

A justiça canadense ainda não decidiu sua extradição para os Estados Unidos.

Tendo como pano de fundo a guerra comercial entre os Estados Unidos e China, a Huawei, a maior fornecedora mundial de equipamentos de telecomunicações, foi acusada pelo governo de Donald Trump de fazer espionagem para o governo chinês.

Nesse contexto, os Estados Unidos pediram a muitos países que dispensassem a infraestrutura da Huawei para a implantação da nova rede telefônica 5G.

O promotor federal do Brooklyn, Richard Donaghue, disse no indiciamento que a Huawei estava envolvida no roubo de segredos industriais desde 2000 e que em 2013 implementou uma política interna que incentivava seus funcionários a “roubar informações confidenciais de concorrentes” ou agências nos Estados Unidos.

A acusação afirma que, por meio de sua subsidiária não-oficial Skycom no Irã, a Huawei evitou o embargo e obteve naquele país bens, tecnologia e serviços bancários americanos para seus negócios no Irã.

“A Huawei também dava assistência ao governo do Irã instalando equipamentos de vigilância, incluindo os usados para monitorar, identificar e deter manifestantes nos protestos contra o governo de 2009 em Teerã “, acrescentou.

A promotoria de Brooklyn garante também que a empresa mentiu para as instituições que foram suas vítimas sobre seus negócios na Coreia do Norte.

A Huawei negou laços com a Coreia do Norte, mas desde 2008 esteve envolvida em vários projetos naquele país também sancionados pelos Estados Unidos, segundo a acusação. A Coreia do Norte foi identificada nos documentos internos da empresa como “A9”.

Há quase um ano, em março de 2019, a Huawei se declarou inocente das 13 acusações iniciais perante um juiz federal em Nova York.

No total, a nova ação inclui as 16 acusações.

Cinco empresas são acusadas, todas subsidiárias da Huawei, além de Meng Wanzhou e outros executivos do grupo “que ainda não foram presos” e cujos nomes estão riscados na ata da acusação divulgada à imprensa.