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Nomeado de Biden a secretário de Estado apoia política de Trump na Venezuela

Nomeado de Biden a secretário de Estado apoia política de Trump na Venezuela

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em 12 de janeiro de 2021 - AFP

O indicado pelo presidente eleito Joe Biden para chefiar a diplomacia americana apoiou na terça-feira (19) a política do presidente Donald Trump em relação à Venezuela, que horas antes de partir protegeu temporariamente os venezuelanos da deportação e impôs novas sanções a Caracas.

Antony Blinken chamou o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, de “ditador brutal” e disse apoiar a continuação do reconhecimento de Juan Guaidó como presidente interino, bem como da Assembleia Nacional eleita em 2015 como a única instituição democraticamente eleita do país.

Durante sua audiência de confirmação no Senado, o democrata disse concordar com o senador republicano da Flórida Marco Rubio, um dos arquitetos da abordagem de Trump em relação ao país sul-americano.

Também disse apoiar “o aumento da pressão sobre o regime liderado por um ditador brutal, Maduro, além de tentar trabalhar com alguns de nossos aliados e parceiros”.

O governo Trump reforçou as sanções econômicas e a pressão diplomática contra Caracas em janeiro de 2019, quando Maduro assumiu um segundo mandato após eleições consideradas fraudulentas para grande parte da comunidade internacional.


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Apesar da campanha de Washington para expulsar Maduro, ele permanece no poder com o apoio dos militares, assim como de Rússia, China, Cuba e, recentemente, do Irã.

“Precisamos de uma política eficaz que possa restaurar a democracia na Venezuela, começando com eleições livres e justas”, afirmou Blinken.

Além disso, ele propôs uma maior coordenação com países “afins”, mais assistência internacional para aliviar a crise humanitária e uma abordagem “mais eficaz” das sanções, “para que os facilitadores do regime realmente sintam a dor”.

Carlos Vecchio, representante diplomático de Guaidó em Washington, destacou a “condenação bipartidária da ditadura de Maduro” que existe nos Estados Unidos.

A Venezuela, que já foi uma potência petrolífera, vive uma crise econômica que se agravou desde que Maduro chegou ao poder em 2013, situação que levou à saída de mais de 5,4 milhões de pessoas do país, segundo a ONU.

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– Trump adia deportação –

Em uma decisão há muito esperada pelos venezuelanos nos Estados Unidos, Trump adiou por 18 meses a deportação dos afetados pela “deterioração da situação” provocada pelo “governo autocrático” de Maduro, segundo um memorando publicado pela Casa Branca.

“Decidi que é do interesse da política externa dos Estados Unidos adiar a expulsão de qualquer cidadão venezuelano”, disse o republicano em um memorando.

Trump também mandou autorizar o emprego no país destes venezuelanos, enquanto durar o adiamento.

A medida, que segundo estimativas pode beneficiar até 200 mil pessoas, foi promovida por aliados republicanos do presidente na Flórida, onde muitos venezuelanos se instalaram após fugirem de seu país.

A decisão de Trump foi anunciada 16 horas antes da posse de Biden, que durante a campanha eleitoral prometeu um Estatuto de Proteção Temporária (TPS) aos venezuelanos impactados pela “crise humanitária causada por Maduro”.

Um projeto de lei para conceder o TPS aos venezuelanos foi aprovado em 2019 na Câmara dos Representantes, de maioria democrata, mas não avançou no Senado controlado pelos republicanos.

O governo Trump, que pretendia encerrar o programa TPS, relutou em conceder esse status aos venezuelanos, temendo que isso se tornasse um caminho para a cidadania para muitos imigrantes.

– Sanções –

Trump também desferiu um golpe final na Venezuela de Maduro, ao aplicar sanções a três indivíduos, 14 entidades e seis embarcações acusadas de vínculos com “uma rede” destinada a contornar o embargo americano ao petróleo venezuelano.

O “regime ilegítimo” de Maduro “continua usando [a estatal] Petróleos de Venezuela SA (PDVSA) como seu principal canal de corrupção para explorar e lucrar com os recursos naturais venezuelanos”, disse o Tesouro.

As novas sanções, que implicam na proibição de acesso ao sistema financeiro dos Estados Unidos e no bloqueio de eventuais ativos, estendem as impostas em junho passado a pessoas físicas e jurídicas mexicanas.

“A medida de hoje é dirigida contra orquestradores e facilitadores adicionais com laços com a rede mexicana que conspirou com o ministro do petróleo de Maduro, Tareck El Aissami, e [o empresário colombiano] acusado de lavagem de dinheiro Alex Saab, para negociar a venda de centenas de milhões de dólares de petróleo venezuelano”, apontou o Tesouro.

De Caracas, o chanceler de Maduro, Jorge Arreaza, denunciou perante a comunidade internacional “uma nova agressão desesperada contra o povo venezuelano por parte do governo cessante e moribundo” de Trump.

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