Em visita ao Grupo Estado e em entrevista à Rádio Eldorado, o ministro da Previdência, Wolney Queiroz, disse considerar injusto o nome “CPMI do INSS” dado à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investiga as fraudes cometidas contra aposentados e pensionistas da Previdência Social.
Isso, porque de acordo com Queiroz, a CPMI acaba por expor o INSS, que foi vítima de todo o processo criminoso.
“Eu tenho dito que esse nome é um pouco injusto porque termina expondo o INSS, que foi uma vítima de entidades que roubaram os aposentados. Então, falar da CPMI do INSS me parece que é um pouco injusto. O título deveria ter sido a CPMI dos descontos associativos, a CPMI do roubo aos aposentados, para preservar o nome do INSS”, disse o ministro.
De acordo com Queiroz, que está licenciado de seu 6º mandato, a CPMI significa deputados e senadores fazendo um inquérito próprio.
“É um instrumento do parlamento, eu fui deputado quase 24 anos, então sei bem que é um instrumento importante. Os deputados e senadores fazem o que podem fazer, o que está ao seu alcance. Ali não tem um especialista em investigação, ali não tem um especialista como tem a Polícia Federal, como tem a Controladoria Geral da União. Mas são deputados e senadores que procuram fazer um trabalho político e elucidar, na medida do possível, os fatos. Foi feito o possível, a condução foi a mais equilibrada possível”, disse.