Comportamento

No rastro de um dos surtos de peste mais antigos do mundo na República Democrática do Congo

No rastro de um dos surtos de peste mais antigos do mundo na República Democrática do Congo

Membros de equipe de monitoramento de surto de peste em Ituri, no nordeste da República Democrática do Congo, em 26 de fevereiro de 2021 - AFP


A República Democrática do Congo, que enfrenta múltiplas epidemias, é o lar de um dos surtos de peste mais antigos do mundo, que parece estar aumentando desde o final de 2020, em uma área remota na fronteira com Uganda e sul do Sudão.

O bacilo foi identificado pela primeira vez em 1926 na atual província de Ituri (nordeste).

“O surto congolês é o mais antigo do mundo”, afirma a Divisão Provincial de Saúde.

“A peste não parou de circular desde a sua descoberta. Ela vai e vem. Mas parece que voltou depois de 40 anos. Os habitantes não estavam preparados”, afirma a Dra. Anne Laudisoit, epidemiologista e integrante da equipe multidisciplinar enviada ao local.

Desde 15 de novembro, 335 casos suspeitos foram registrados, incluindo sete óbitos, de acordo com os registros epidemiológicos consultados no local.


+ Homem que vivia ‘casado’ com a própria filha é preso após polícia investigar agressão contra criança
+ Família de Schumacher coloca mansão à venda por R$ 400 milhões
+ Pão de Queijo: faça uma das receitas mais gostosas do Brasil



A transmissão para os humanos ocorre por meio de pulgas infectadas de roedores e, em particular, de ratos.

Os ratos contaminam ao entrar nas casas, atraídos por alimentos e reservas de comida.

“A população não tem conhecimento do perigo que as pulgas e os ratos representam na transmissão e manutenção da peste”, lamenta o médico congolês Michel Mandro, da Divisão Provincial de Saúde (DSP).

Armadilhas contra pulgas foram colocadas em focos de contágio para a realização de testes para confirmação da presença da praga.

Também estão sendo retiradas amostras de carcaças de ratos, outro possível indicador da doença.

Amostras também são coletadas de pessoas com sintomas de peste bubônica (linfonodos, febre e outros). Essas amostras suspeitas permanecem não confirmadas, um sinal de que a pesquisa sobre a doença é negligenciada na RDC, de acordo com uma fonte científica.

Veja também

+ Receita de bolinho de costela com cachaça
+ Cientistas descobrem nova camada no interior da Terra
+ Receita de panqueca americana com chocolate
+ Receita rápida de panqueca de doce de leite
+ Contran prorroga prazo para renovação da CNH
+ Receita de moqueca de peixe simples e deliciosa
+ 5 benefícios do jejum intermitente além de emagrecer
+ Cinema, sexo e a cidade
+ Truque para espremer limões vira mania nas redes sociais
+ Estudo revela o método mais saudável para cozinhar arroz
+ Tubarão é capturado no MA com restos de jovens desaparecidos no estômago
+ Sucuris gigantes são flagradas em expedições de fotógrafos no MS